A safra de soja 2017/2018 já iniciou e poderá ser menor do que a anterior, devido às excepcionais condições climáticas da safra 2016/2017. A estiagem que ocorre desde agosto e se estendeu até o fim de setembro postergou a semeadura da soja em estados importantes como Mato Grosso e Goiás.
Com o atraso do plantio em função da falta de chuvas no inicio do período, o produtor não deve diminuir a atenção para a prevenção da ferrugem asiática da soja, uma das doenças mais severas do cultivo e que pode gerar perdas de até 80% na produção de grãos se o controle não for realizado.
A BASF conversou com três pesquisadores para entender como será esta safra nas principais regiões produtoras do país (Norte-Nordeste, Centro-Oeste e Sul):
A expectativa para a próxima safra de soja na região do Matopiba é positiva. O plantio está previsto para começar em dezembro, com a consolidação do período chuvoso.
“Para este ano, o clima deve ser de neutralidade. Os agricultores da região esperam ter uma produtividade próxima a 60 sacas por hectare“
Entre as doenças, os produtores devem ficar atentos para a ferrugem asiática, que tem mais pressão nos períodos chuvosos. O consultor alerta para a importância de fazer um manejo correto para evitar perdas na lavoura.
Além da ferrugem asiática, quando falamos de pragas, é importante que o agricultor faça um monitoramento na lavoura para controlar a mosca-branca, percevejos e ácaros, pragas que têm preocupado os produtores nas últimas safras.
“Para ter uma produção cada vez mais sustentável, o produtor deve fazer o mapeamento da área cultivada com soja, ter uma boa orientação técnica e sempre colocar em prática o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas “
A falta de chuva e longos períodos secos impactaram no inicio da semeadura de soja, no ano em que o vazio sanitário havia sido antecipado para o dia 10 de setembro. Neste contexto, a safra este ano deve ser mais tímida e o produtor deve ficar mais atento às pragas e doenças na lavoura.
“Sobre a incidencia nesta safra, o produtor precisa sempre ficar atento à ferrugem asiática. Com a semeadura mais tardia no oeste do Paraná a doença deve ocorrer em uma época em que a soja é mais jovem e por um período maior“
Segundo o pesquisador, quando falamos de manejo, o produtor tem que pensar em todo o sistema de produção e não no cultivo instalado na lavoura, assegurando uma boa cobertura de solo para ter uma melhor germinação e desenvolvimento. O manejo correto exige planejamento de vários anos, se o produtor fizer isso, terá menos erros e gastos, ainda mais em uma safra que ofertará uma rentabilidade mais enxuta.
Até a última semana de setembro na maioria das regiões não havia umidade no solo para as operações do plantio. Vale ressaltar que a semeadura se concentra em outubro e novembro, e o fato de ter havido poucas precipitações preocupa os produtores, já que alguns tiveram que replantar a oleaginosa.
Segundo Marcio Goussain, consultor da ASSIST Consultoria, o atraso das chuvas leva os produtores a redobrarem os cuidados com o manejo para as machas e ferrugem asiática na região.
“Como é um ano de semeadura tardia pode haver maior pressão de ferrugem asiática, com possibilidade de aplicação de fungicidas bem mais cedo. Sendo assim é fundamental o produtor realizar o monitoramento, além de usar bons produtos e realizar intervalos de aplicações ajustados”
Além disso, este atraso na plantação de soja deve interferir no plantio de cultivos de sucessão como o milho e algodão na região, que começam em janeiro.
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Fonte: Assessoria de Comunicação BASF