
Nesta quarta-feira, (20), a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), apresentou relatório que mostra o panorama completo da cadeia produtiva de base florestal do estado da Bahia, (com referencias ao Brasil). O documento apresentado foi elaborado com a cooperação das empresas e associações de produtores, associadas à ABAF e teve dados compilados pela STCP Engenharia de Projetos Ltda. “Dentre os principais setores econômicos da Bahia, destaca-se o setor de base florestal que teve alavancagem de diversos outros segmentos que demandam madeira nos seus processos produtivos, a exemplo da construção civil, da indústria de papel e celulose, a metalúrgica, energia de biomassa, a secagem de grãos do agronegócio, madeira e móveis, entre outros. Isso faz com que, mesmo nos últimos dois anos de redução de economia nacional (e do estado), o setor de base florestal continuasse crescendo em referência a empregos, exportações, investimentos, diversificação e desconcentração da atividade econômica no estado. Tudo isso foi demonstrado nesse relatório”, informou o diretor executivo da ABAF, Wilson Andrade, que apresentou os dados aos convidados.
A Bahia possui uma expressiva importância e ativa participação no setor de base florestal nacional. Detentor de 647,8 mil hectares plantados principalmente com eucalipto, o estado está entre os líderes do ranking de área florestal plantada. Possui ainda 32,3 mil hectares plantados com seringueira, que alimenta a indústria da borracha (látex). Os plantios florestais estão concentrados principalmente na Região Sul e Extremo Sul, Litoral Norte, Oeste e Sudoeste do estado da Bahia. As condições edafoclimáticas adequadas e favoráveis (além da elevada tecnologia empregada) ao desenvolvimento florestal contribuem para os expressivos indicadores estaduais de produtividade florestal. A média nacional de produtividade florestal para o eucalipto é de 36 m³/ha/ano. O estado da Bahia corrobora ativamente para que a média nacional esteja acima de outros players mundiais. Na Bahia, a produtividade florestal média aos 7 anos é de 34m³/ha/ano (considerando madeira com casca e volume comercial com diâmetro a partir de 8 cm) ; e em determinadas regiões ultrapassa 45 m³/ha/ano, acima da média nacional. A Bahia possui 730,5 mil hectares de florestas certificadas (entre áreas de produção e de remanescentes nativos) voluntariamente pelas empresas através do sistema FSC e/ou CERFLOR. Esta área é significativa e evidencia a adesão das empresas do setor à preocupação mundial de diferenciação e valorização de produtos originados de florestas manejadas de forma sustentável e responsável. Dados de 2016 evidenciam que 64% da área plantada no estado está certificada com selos, FSC e/ou CERFLOR. No campo industrial, a Bahia se destaca pela diversidade de segmentos de base florestal que compõem sua cadeia produtiva. Entre estes segmentos, destaque para celulose, celulose solúvel e papel, além de serrados, madeira tratada, móveis, carvão vegetal, biomassa e resíduos florestais que alimentam principalmente o agronegócio e a indústria de bioenergia. O estado abriga atualmente 636 empresas diretamente ligadas ao setor de base florestal. Historicamente, a média de produção de madeira em tora na Bahia é 16 milhões m³/ano. A produção destinada à celulose e papel (C&P) é a mais representativa no estado, sendo que dos 16 milhões de m³ produzidos pelo setor florestal estadual em 2016, 86% foi para atender a indústria de celulose e papel. A produção total de madeira em tora na Bahia (2016) representa 7% do total nacional, sendo que praticamente 100% referem-se à madeira de eucalipto.
O Produto Interno Bruto (PIB) da cadeia produtiva do setor florestal-industrial da Bahia atingiu R$ 9,3 bilhões em 2016. Este setor contribuiu com cerca de 4,0% no total do PIB estadual no referido ano, o que evidencia o grau de participação do setor na economia da Bahia. Estima-se que a arrecadação tributária do setor florestal-industrial para a Bahia em 2016 foi de R$ 2,69 bilhões, o que representa contribuição de 3,2% no total arrecadado pelo estado, evidenciando a relevante contribuição tributária do setor florestal estadual.

O evento contou com a presença de várias autoridades, da imprensa especializada, além de convidados ligados ao setor.
Fonte - Ascom Seagri com informações da ASCOM ABAF