
Introdução
O manejo sustentável dos solos na região do trópico úmido apresenta grandes desafios para serem superados. A escolha do manejo do solo e das práticas agrícolas que influencia no crescimento e desenvolvimento das plantas ao longo do seu ciclo de vida precisa ser determinada para que se tenha um maior rendimento das culturas.
Aumentar a eficiência do uso de nutrientes é primordial para o acréscimo da produção das culturas agrícolas em solos com baixa disponibilidade de nutrientes. O objetivo foi avaliar a concentração total de Nitrogênio (N), a matéria seca produzida na maturação e o índice de área foliar na cultura do milho em resposta a cobertura vegetal e o efeito residual do gesso.
Material e Métodos
O experimento foi instalado em janeiro de 2016 na Universidade Estadual do Maranhão, no interior da Ilha de São Luís – MA. O solo é classificado como Argissolo Vermelho Amarelo Distrófico arênico coeso. O delineamento utilizado foi de blocos ao acaso, com sete tratamentos e quatro repetições: Controle; Ureia (U); Leguminosas (Gliricídea + Acácia); Gesso (4 t ha-1); Gesso + Ureia (G+U); Gesso + Leguminosas (G+L); Gesso + Leguminosas + Ureia (G+L+U).
O índice de área foliar (IAF) foi determinado a partir das medidas biométricas de todas as folhas de três plantas mais representativas da parcela na fase de floração do milho. Para a determinação do N total, três plantas de cada parcela foram selecionadas nas fases de pendoamento e maturação fisiológica da cultura. As plantas escolhidas foram secas a 60 ºC durante 3-4 dias e pesadas para se obter a matéria seca na fase de maturação fisiológica. A concentração total de N determinada no milho foi pela digestão de H2O2.
Resultados e Discussão
A partir da decomposição de leguminosas e o uso do gesso a concentração de N total foi maior pela cultura do milho, o gesso estimula o crescimento radicular e o N fornecido pela biomassa da leguminosa foi absorvido com maior eficiência pelas raízes.
A produção de matéria seca (MS) do milho na fase de maturação reforça a importância da cobertura do solo combinado com efeito residual do gesso que propiciou maior rendimento de MS. O uso de biomassa de leguminosas arbóreas como cobertura do solo proporciona a manutenção da umidade do solo e o fornecimento de N, o que não prejudica o crescimento da área foliar. Isto revela que o gesso combinado com resíduos de leguminosas favorece o desenvolvimento da área foliar.
Conclusões
A cobertura do solo com resíduos de leguminosas associado com o uso do gesso agrícola mostrou-se eficaz no aumento do índice de área foliar, matéria seca e maior eficiência na absorção total de nitrogênio.
Palavras-chave: Gesso. Leguminosa. Nitrogênio.
Apoio financeiro: CNP.
Informações dos autores:
(1)Estudante de Graduação; Universidade Estadual do Maranhão/UEMA; São Luís, MA;
(2)Estudante de Doutorado; UEMA, São Luís, MA;
(3) Estudante de Mestrado; Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro/UENF, Rio de Janeiro;
(4) Professor; UEMA, São Luís, MA.
Disponível em: Anais do XXXVI Congresso Brasileiro de Ciência do Solo, Belém – PA, Brasil,2017.