Secretário visita ampliação de viveiro de mudas de citros no litoral norte

17/06/2019

O secretário Lucas Costa participou da inauguração da ampliação de um viveiro de mudas de citros, em Inhambupe, no litoral norte do Estado, que promove uma experiência positiva para a citricultura baiana. Além de visitar o viveiro, que tem capacidade de produção de mais de 1,3 milhão de mudas por ano, ele participou da programação do evento falando a produtores, citricultores, viveiristas, agrônomos, empresários e técnicos agrícolas sobre a política pública da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Seagri) para desenvolver a produção de limão, laranja e tangerina.

Na palestra, ele falou do desafio de proteção aos pomares e às mudas de citros para o desenvolvimento de plantas sadias, e ainda sobre a consolidação do sistema de produção. O viveiro em telado em Inhambupe possibilitou a ampliação da produção de mudas cítricas saudáveis, migrando a produção a céu aberto para viveiros protegidos. Ele consiste na utilização de tubetes com substratos e água isentos de patógenos, sob ambiente protegido com telas antiafídeos. Este novo sistema de produção de mudas cítricas começou a ser adotado na Bahia em 2009.
 
A agrônoma Suely Xavier, da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), autarquia vinculada à Seagri, falou sobre a importância do sistema de mudas em ambiente protegido para a Bahia. Já o agrônomo da Embrapa, Walter Soares Filho, apresentou palestra sobre o sistema de produção de mudas como difusor de novas tecnologias, copas e porta-enxertos. 
 
Importância das mudas em viveiros

A muda cítrica de qualidade é um dos fatores mais importantes na implantação de um pomar comercial devido ao caráter perene da cultura dos citros. Tradicionalmente, a produção de mudas cítricas consistia na semeadura de porta-enxertos em canteiros, onde as plantas permaneciam até atingirem o tamanho aproximado de 10 cm. Essas plantas eram transplantadas para o viveiro a céu aberto, onde permaneciam de seis a oito meses, até receberem a enxertia da copa. 

Quando atingiam a altura de 60 a 70 cm, as mudas eram retiradas do campo com auxílio de ferramentas de corte, obtendo-se mudas de torrão, que eram embaladas em sacos de estopa ou embalagens de pinho ou plásticas, caracterizando um sistema de produção de mudas totalmente aberto.

O aumento da incidência de doenças causadas por vírus, viróides, fungos, bactérias e nematóides, destacando-se a clorose variegada dos citros (CVC), doença associada à bactéria Xylella fastidiosa, cujos vetores são as cigarrinhas da família Cicadellidae, resultou na recomendação de não se utilizarem mudas provenientes do sistema aberto, por se constituírem foco disseminador desses problemas fitossanitários.

Uma muda de qualidade, além de ser isenta de patógenos, deve apresentar quatro características fundamentais: variedade copa, variedade porta-enxerto, conformação da muda e vigor, a fim de suportar o estresse do transplantio ao campo, de modo que a planta proporcione boa produção de frutos e longevidade. 

 

Ascom Seagri

Letícia Belém

Foto: Adriano Bouzas/Seagri

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