Na última quarta-feira(30) foi o lançamento do vídeo educativo destinado aos produtores de cacau com instruções sobre o manejo de plantas exóticas na cabruca, com vistas a aumentar a produtividade do cacau.
O material, que conta com instruções importantes relacionadas ao manejo adequado da produção de cacau em sistema cabruca, se baseou nas
informações do Decreto Estadual 15.180 de 02/06/2014 e da Portaria Conjunta SEMA/INEMA nº 03, de 16/04/2019 que, além de disporem sobre o manejo da cabruca, apontam quais espécies de árvores não são nativas da Mata Atlântica, “ou seja, são consideradas espécies exóticas e podem ser retiradas sem precisar de autorização prévia dos órgãos responsáveis, como por exemplo, eritrinas, jaqueiras, seringueiras e cajazeiras”, explica Thiago Guedes, assessor especial da Secretaria Estadual da Agricultura(Seagri).
De acordo com Guedes, que também é secretário executivo da Câmara Setorial do Cacau da Bahia, para aumentar a produtividade no cacau é fundamental fazer o manejo correto. que inclui uma série de práticas, como fertilização, poda e manejo da sombra e da luz, a fim de garantir que a luz solar chegue em quantidade adequada nas plantas de cacau. “Afinal, o excesso de sombra pode causar queda drástica da produtividade”.
A produção do vídeo foi realizada através de parcerias entre a Secretária Estadual da Agricultura, Associação Nacional Das Industrias Processadoras De Cacau(AIPC), Sistema Faeb/Senar, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Instituto do Meio Ambiente, Ceplac, Centro de Inovação do Cacau e Ministério Público.
Concurso Nacional da Qualidade do Cacau: outra iniciativa importante que ocorreu na última semana foi o Concurso, que aconteceu na região norte do país. Na ocasião, a premiação elegeu os melhores produtores de qualidade de amêndoas de cacau e contou com a participação de produtores de todo o Brasil.
As premiações foram divididas entre as categorias varietais e misturas e o produtor de Ilhéus, Luciano Ramos Lima, foi destaque entre os baianos. Ele ganhou o prêmio de segundo colocado na categoria varietal e, na ocasião, expressou sua felicidade e dedicou a conquista a todos o seus colaboradores. “Dedico este prêmio a todos os meus colaboradores e apoiadores, que foram importantes para obter este resultado”, comentou o agricultor, que elabora as amêndoas de qualidade na Fazenda São Sebastião, localizada entre os municípios de Ilhéus e Buerarema.
Vale destacar que na última edição do concurso, em 2021, que ocorreu em Ilhéus, os produtores baianos, Cláudia Calmon de Sá, da Fazenda Cantagalo e a Fazenda Vale do Juliana Fruticultura, ambas do sul da Bahia, ganharam o prêmio de primeiro e segundo colocados. E os produtores João Tavares e Angelica Tavares ganharam o prêmio de primeiro e segundo lugar no concurso internacional, que ocorreu em Paris no mesmo ano.
O Assessor Especial da Seagri, Thiago Guedes, aponta o momento crescente de melhor ambiência no setor, com excelentes iniciativas desde o concurso de cacau nacional de qualidade que estimula ações de boas práticas de produção e sustentabilidade, bem como a possibilidade de, por meio da ludicidade de um vídeo, iniciar um processo de informação para os produtores, fazendo uma tradução com mais clareza do que aponta a legislação sobre o manejo das espécies exóticas na cabruca. Ele lembra do trabalho iniciado pelo ex-secretário da Seagri, João Carlos, em prol do setor do cacau, que foi dado continuidade pelo atual gestor Leonardo Bandeira.
Guedes ainda destaca um próximo ano promissor para a cadeia, a partir das discussões do setor na Câmara Setorial do Cacau da Bahia, que aponta para construções de programas e projetos construídos em consonância com o que o setor almeja. Desde a agenda pautada no crédito rural, assistência técnica e extensão rural, rastreabilidade, aumento de produtividade, qualidade de cacau, produção de mudas, mercado de carbono, conservação produtiva, expansão do cacau no oeste, cacau como alimento e a criação de um fundo para o setor, com foco no desenvolvimento de projetos que beneficiem a região e naturalmente a cadeia produtiva.
Texto: Ascom/SeagriFoto: Ascom/Seagri