A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) participou, nesta terça-feira (4), do 7º Acampamento Terra Livre (ATL), realizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Durante o encontro, a pasta apresentou as políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agropecuária e ao desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas do estado.
No diálogo com representantes de diversas etnias, gestores da Seagri detalharam como as comunidades podem acessar programas e serviços disponibilizados pela secretaria, como ações de irrigação, fornecimento de maquinário, capacitação profissional, assessoria técnica e doação de alevinos.
O chefe de gabinete da Seagri, Vivaldo Góis, esclareceu dúvidas e explicou o processo para encaminhamento de demandas ao órgão. “É importante que cada comunidade informe de forma precisa a demanda, a localidade e a finalidade da ação. Assim, conseguimos atender as solicitações com mais agilidade e, quando não forem de competência da Seagri, encaminhar à secretaria responsável”, destacou.
Para o cacique Sebastião Kiriri, do município de Banzaê, no norte baiano, o encontro foi bastante proveitoso e ocorreu em um momento oportuno, reunindo diversas lideranças indígenas. “A gente se sente mais valorizado quando a Seagri vem até nós e busca soluções para as nossas demandas. Uma das questões que precisamos melhorar é o fluxo de informações — saber como fazer e para onde direcionar os pedidos. É a partir disso que conseguimos elaborar documentos bem fundamentados e alcançar resultados positivos”, afirmou.
Também participaram da reunião o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário (SPA), Adriano Bouzas; o diretor de Irrigação, Djalma Pereira; e a assessora técnica da Seagri, Jorgete Oliveira.
Mobilização
O Acampamento Terra Livre é uma mobilização organizada pelo Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba), com apoio do Governo do Estado. O evento começou no último domingo (2) e segue até quinta-feira (6), reunindo representantes de mais de 30 povos originários presentes em território baiano.
Reconhecido como o maior espaço de mobilização dos povos indígenas da Bahia, o ATL-BA constitui-se como um território político, cultural e espiritual de afirmação de direitos, fortalecimento das identidades e construção coletiva de caminhos para a justiça e a dignidade. O tema desta edição é “Clima e território: dois direitos, uma luta.”