SRS promove 2ª edição do evento Práticas Exitosas Biopsicossociais no Sistema Prisional Baiano

13/11/2017

Superintendência deRessocialização Sustentável promove2ª edição do evento Práticas Exitosas Biopsicossociais no Sistema Prisional Baiano. Na ocasião os profissionais apresentaram as práticas e projetos com impacto na garantia da assistência à população privada de liberdade.

A mesa de abertura esteve composta peloSuperintendente de Ressocialização Sustentável, Luís Antônio Fonseca, pelaDiretora de Acompanhamento Biopsicossocial ao Interno, Mirian Bruno da Silva, e pelaDiretora da Central Médica Penitenciária, Dra.Maria Teresa Resende.

O superintendenteda pastaparabenizou a iniciativa da Diretoria de Acompanhamento Biopsicossocial ao Internopor viabilizar a difusão do sistema penal à sociedade civil organizada. Fez também referência ao prêmioBoas Práticas, que a equipe do Conjunto Penal Feminino foi contemplada recentemente, através de menção honrosa: [...] "através do Projeto: Estou livre, e agora?" trouxeram à tona o paradigma social, que vêm se agravando e repercute na massa carcerária.

Na ocasião, aDiretora Biopsicossocial,Mirian Bruno,ressaltou a importância e engajamento do servidor penitenciário tecendo considerações sobre a valorização do funcionalismo público.

ADiretora da Central Médica Penitenciária, Dra. Maria Tereza,enfatizou que as rotinas, protocolos e práticas precisam ser valorizados, pois incidem diretamente na cidadania e ressocialização da população carcerária e nesta conjuntura fez alusãoao que denominoude umanova versão do sistema prisional.

Na sequência, as apresentações tiveram início coma psicóloga da Colônia Penal de Simões Filho, Michelli Freitas que explanou sobre osCírculos Restaurativos e sua eficácia nos grupos terapêuticos.Foi evidenciada a aplicabilidade eficiente e promissora desta técnica no sistema prisional.

Posteriormente, o enfermeiro Adriano Araújo e a enfermeira Fabiana Ferreirado Conjunto Penal de Itabunaapresentaram sobreaPrevenção e riscos das infecções sexualmente transmissíveis. Neste momentoem que oGoverno Federal, estados e municípios vão intensificar ações de prevenção, diagnóstico e tratamento dasífilismedianteResposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atençãoé extremamente oportuno e condizente discutir essa questão.

A terapeuta ocupacional, Daniela de França Monteiro, falousobre a prevenção e promoção em grupos de idosos no Conjunto Penal de Juazeiro.Assuntoquedemanda atenção, principalmente no âmbito de saúde pública e direitos humanos, e que precisa ser vislumbrada pelosprofissionais de saúde, das autoridades e da sociedade civil.

O ProjetoVidaSaudável do Conjunto Penal de Juazeiro, que utiliza a dança zumba como intervenção multidisciplinar, foidescrito pelapsicólogaAmanda Gabrielli Costa. A adesão e repercussão expressiva dessa estratégia foi elencada em gráficos, enquanto marcadoresmetodológicosde eficiência terapêutica e ocupacional.

A fisioterapeuta do Complexo da MataEscura, SheilaNascimento,destacou a importânciado cuidado dentro e fora das grades e detalhou oprocesso de adoecimento, enquanto modulador do sujeito, seja custodiadoou na condição de servidor penitenciário. Teceu ainda, considerações sobre a pesquisa-intervenção:"Além das grades - associação entre aspectos psicossociais do trabalho e transtornos mentais comuns em agentes penitenciários"que realizará com os agentes penitenciários com o intuito de balizar melhorias no ambiente de trabalho.

O Hospital de Custódia e Tratamento (HCT) esteve representado pela psicóloga, Dra. Claudia Vaz, que elucidousobre os processos de subjetivação em contexto de privação de liberdade. Com a premissa da aposta no sujeito em detrimento da aniquilação, institucionalização e exclusão, aprofissional elencou ações e narrativas de afirmação do lugar circunscrito ao sujeito no cárcere, advertindo para os perigos da invisibilidade.


A psicóloga Caroline de Oliveira do Conjunto Penal de Juazeiroinovoucom o Projeto: Cognição - dificuldade no aprendizado. Através de parceria com o Setor de pedagogia da instituição, apresentou resultados oriundos da prática integrada de identificação nos problemas de aprendizagem e intervenção estratégica.

Por fim, com o foco na atenção a saúde mental, a psicóloga Rolicária Santos do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas relatou a vivência da arteterapia como redutor depsicotrópicono publico feminino da unidade prisional. Prática de extremarelevância,pois a maioria dasmulheres passam a fazer uso de medicaçãoapós a entrada na prisão.

Registramos a presença da Diretora Adjunta do Conjunto Penal Feminino, Sra. Fernanda de Carvalho Lima, daÁreaTécnica de Saúde Prisional da Secretaria Estadual da Saúde, Sra. Eveline Arruda e Sra.June Reis, e a Sra.PriscilaGaudêncioda FUNDAC.

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