Empresariado baiano permanece otimista em 2011

Publicado: 03/03/2011 Última atualização: 06/10/2026 às 09:52

A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (SEPLAN), revelou que pelo sétimo mês consecutivo o estado de ânimo do setor produtivo baiano permanece na zona de Otimismo Moderado. Os empresários baianos entraram o ano de 2011 confiantes, entretanto, com taxa 22,9% inferior ao mês de dezembro, o que pode evidenciar alguns sinais de apreensão.

Em janeiro de 2011, o ICEB alcançou a marca de 98,5 pontos, esse foi o menor resultado alcançado pelo indicador desde quando foi iniciado o cálculo da série em março de 2010. "Os empresários baianos sinalizaram em janeiro expectativas menos otimistas quanto aos desempenhos setoriais de vendas, exportação e abertura de unidades. Essa redução no nível de confiança em relação à performance de suas empresas é conseqüência do pessimismo quanto ao comportamento futuro de variáveis como crédito, taxa de juros e taxa de câmbio e os possíveis reflexos sobre a demanda e sobre condições de investimento", afirmou o coordenador de estatística da SEI, Armando Castro.

O setor Indústria foi o que mais contribuiu para esse arrefecimento, 64,5%, seguido do setor Agropecuário com 45%, e o setor Serviços e comércio com 2,8%.Somente o setor Agropecuário migrou da zona de Otimismo em dezembro com 416,7 pontos, para zona de Otimismo Moderado com 229,2 pontos em janeiro, os setores Indústria e Serviços e comércio estabilizaram na zona de Otimismo Moderado pelo terceiro mês consecutivo com 20,8 pontos e 121,5 pontos, respectivamente.

Expectativas por variáveis econômicas

Analisando as expectativas do empresariado baiano para o agregado das variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) o resultado aferido foi 16,6% inferior ao de dezembro de 2010. Mesmo acreditando na estabilidade dos preços os agentes econômicos mostraram-se apreensivos quanto aos juros, atingindo a marca de -229,6 pontos e fixando-se na zona de Pessimismo Moderado. Além disso, 44% dos entrevistados acreditam que a taxa de juros SELIC deve aumentar entre 2,1 p.p. e 4 p.p. nos próximos 12 meses.

Quanto às expectativas atinentes ao crescimento econômico, todos os setores estão animados, com indicadores atingindo as marcas de 472,5 pontos para o PIB nacional e 458,2 pontos para o PIB estadual. Aproximadamente 36 % dos entrevistados acreditam que o PIB estadual cresça acima de 5% nos próximos 12 meses.

Expectativas por desempenho das empresas

No mês de janeiro, o resultado agregado do desempenho das empresas (vendas, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, dentre outras) também teve suas expectativas retraídas em relação a dezembro, -32,2%, mas apenas o setor Agropecuário migrou de zona, saindo de Otimismo para Otimismo Moderado.




As expectativas são bem consistentes em relação às vendas, com indicador geral oscilando durante todo o ano entre a zona de Otimismo e Otimismo Moderado. Para o primeiro mês do ano, a expectativa em relação às vendas permaneceu na zona de Otimismo Moderado, com 192,6 pontos. Comportamento inverso se observa em relação a variável crédito, que pelo terceiro mês consecutivo figura na zona de Pessimismo Moderado, com -149,5 pontos. Sendo assim, 48% dos entrevistados pela pesquisa de confiança crêem que o crédito estará pouco atrativo nos próximos 12 meses.

Emprego – Quando analisada a perspectiva de contratação, o indicador geral atingiu a marca de 121,9 pontos, 32% dos entrevistados pretendem contratar trabalhadores nos próximos doze meses. Com resultados semelhantes ao emprego, a variável abertura de unidades situou na zona de Otimismo Moderado, com 114,8 pontos, 40% dos sondados afirmam que entre abertura e fechamento de unidades, o saldo será positivo nos próximos 12 meses.







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