A produção da indústria baiana cresceu 0,4% em abril desse ano em comparação com março, mês imediatamente anterior ao pesquisado. Já em relação a abril de 2010, houve queda de 4,1% na produção industrial, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE e divulgada com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento. No acumulado do ano (janeiro a abril), a PIM registra uma queda de 7,9%, comparando-se ao mesmo período de 2010. Já o acumulado dos últimos doze meses, registrou decréscimo de 0,5%.
O resultado negativo no indicador mensal é relacionado, principalmente, a redução em quatro segmentos de grande peso na estrutura industrial baiana: produtos químicos (-13,5%), celulose, papel e produtos de papel (-15,2%), metalurgia básica (-7,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-0,9%). O segmento de veículos (-2,0%) também apresentou redução no indicador. A maior contribuição positiva veio de alimentos e bebidas (12,8%), seguida por minerais não metálicos (16,5%) e borracha e plástico (9,6%).
Comparado com primeiro quadrimestre de 2010, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 7,9%. Três dos oito segmentos da indústria de transformação apresentaram redução no período, com destaque para produtos químicos (-25,2%), que passou por uma parada técnica para manutenção, diminuindo sua produção de etilento não-saturado e polietileno.
No índice acumulado nos últimos 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana recuou de 1,5% em março para -0,5% em abril. Apenas produtos químicos (-14,6%) e metalurgia básica (-2,2%) registraram decréscimo no período. As principais contribuições positivas vieram dos segmentos de refino de petróleo e produção de álcool (8,3%) e alimentos e bebidas (10,0%).
Segundo Luiz Mário Vieira, coordenador de Acompanhamento Conjuntural da SEI, a queda da produção industrial nos primeiros quatro meses se deve ao fato de que “apesar da maioria dos setores se mostrarem favoráveis, os três principais segmentos da indústria tem demonstrado resultados muito adversos, o que acaba resultando em um baixo desempenho da indústria em geral”. O economista também enfatizou como aspecto fundamental para a queda desse quadrimestre, relacionado ao mesmo período do ano passado, “em função do apagão que ocorreu no mês de fevereiro desse ano, que afetou imensamente a indústria de produtos químicos, segmento de maior peso do setor industrial na Bahia”.