RMS apresenta redução da taxa de desemprego total em outubro

Publicado: 28/11/2012 Última atualização: 06/10/2026 às 09:50

A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou, no mês de outubro, uma queda na taxa de desemprego total. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o índice passou de 19,0%, para 18,6%. A PED é um estudo realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.




A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou, no mês de outubro, uma queda na taxa de desemprego total. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), o índice passou de 19,0%, para 18,6%. A PED é um estudo realizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.

Em outubro, o total de desempregados foi estimado em 351 mil pessoas, 7 mil a menos que no mês de setembro. Este índice foi constatado devido ao acréscimo de postos de trabalho, um total de 10 mil, número superior ao aumento da População Economicamente Ativa (PEA), que foi de 3 mil. Com a elevação dos postos de trabalho houve um aumento no quantitativo de ocupados, contabilizando o total de 1.536 pessoas. Esse aumento figurou em todos os principais setores de atividade econômica: o setor de Serviços registrou 5 mil ou 0,5%, Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, 4 mil ou 1,4%, Construção 3 mil ou 2,2% e na Indústria de transformação 1 mil ou 0,8%.

Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em relação ao mês anterior (12 mil ou 1,2%). Houve acréscimo no setor privado (6 mil ou 0,7%) em volume idêntico ao do setor público (6 mil ou 3,9%). Dentro do setor privado, verificou-se crescimento no contingente de trabalhadores com carteira assinada (4 mil ou 0,5%) e também no dos sem carteira assinada (2 mil ou 1,5%). Registrou-se aumento no agregado Outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (6 mil ou 10,0%), enquanto houve decréscimo nos contingentes de trabalhadores Autônomos (6 mil ou 1,8%) e de Domésticos (2 mil ou 1,6%).

Houve uma ligeira diminuição no rendimento médio real para os ocupados (0,6%), e manteve-se estável para os assalariados. Constatou-se também aumento da massa de rendimentos reais para os ocupados (0,7%) e em maior proporção para os assalariados (1,9%), refletindo elevação no nível ocupacional.

COMPORTAMENTO EM 12 MESES -

Em relação a outubro de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,9% para os atuais 18,6% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, que passou de 11,2% para 12,7%, e da taxa de desemprego oculto, que passou de 4,8% para 5,9%. No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 78 mil pessoas, como resultado do crescimento do número de postos de trabalho (89 mil) inferior ao acréscimo da PEA (167 mil). A taxa de participação aumentou, ao passar de 56,7% para 61,1%.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 6,2%, passando de 1.447 mil pessoas para 1.536 mil. O nível ocupacional cresceu em quase todos os setores de atividade econômica analisados: nos Serviços (70 mil ou 8,1%), no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (6 mil ou 2,1%), na Indústria de transformação (6 mil ou 4,8%) e na Construção (2 mil ou 1,5%).

Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado cresceu (72 mil ou 7,5%), devido ao aumento do contingente do setor privado (64 mil ou 8,0%) e, em menor proporção, do setor público diminuiu (8 mil ou 5,3%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (49 mil ou 7,1%) e entre os sem carteira assinada (15 mil ou 12,8%). Houve elevação nos contingentes de Autônomos (12 mil ou 3,9%) e do agregado, em Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (6 mil ou 10,0%), de Autônomos (11 mil ou 3,5%), enquanto registrou-se retração no de Domésticos (1 mil ou 0,8%). Na comparação com setembro de 2011, o rendimento médio real pouco variou para os ocupados (+0,3%) e reduziu para os assalariados (-0,8%).

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