As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu de 17,2% da População Economicamente Ativa (PEA) para 16,6%, entre novembro e dezembro. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto decresceu de 11,7% para 11,4% e a de desemprego oculto, de 5,5% para 5,2%.
As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu de 17,2% da População Economicamente Ativa (PEA) para 16,6%, entre novembro e dezembro. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto decresceu de 11,7% para 11,4% e a de desemprego oculto, de 5,5% para 5,2%.
Em dezembro, o contingente de desempregados foi estimado em 310 mil pessoas, 15 mil a menos que no mês anterior. Esse resultado deveu-se à saída de pessoas do mercado de trabalho (22 mil), já que o número de postos de trabalho apresentou pequena redução (-7 mil), em dezembro. No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – variou negativamente, ao passar de 61,0% para 60,2%.
Em dezembro, o número de postos de trabalho diminuiu (7 mil), reduzindo o contingente de ocupados para 1.555 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve desempenho positivo na Indústria de transformação (6 mil ou 4,6%) e na Construção (1 mil ou 0,7%); enquanto o setor de Serviços apresentou decréscimo (15 mil ou 1,6%) e o setor do Comércio e reparação de veículos automores e motocicletas não variou.
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou em relação ao mês anterior (5 mil ou 0,5%). Houve acréscimo no setor privado (5 mil ou 0,6%) e ligeiro decréscimo no setor público (1 mil ou 0,6%). Dentro do setor privado, verificou-se crescimento no contingente de trabalhadores com carteira assinada (13 mil ou 1,7%) e redução no dos sem carteira assinada (8 mil ou 6,0%). Registrou-se aumento no contingente do agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (3 mil ou 5,1%); por outro lado, houve redução nos contingentes de trabalhadores autônomos (11 mil ou 3,5%) e de empregados domésticos (4 mil ou 3,1%).
No mês de novembro, o rendimento médio real aumentou tanto para os ocupados (1,7%) quanto para os assalariados (1,7%). Com estas elevações, os valores dos rendimentos médios reais foram estimados em R$ 1.087 e R$ 1.191, respectivamente.
No mesmo período, a massa de rendimentos reais aumentou para os ocupados (3,3%) e, em maior proporção, para os assalariados (4,7%). Nos dois casos, os resultados deveram-se a aumentos do nível ocupacional e do rendimento médio real.
Comportamento em 12 meses - Em relação a dezembro de 2011, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 14,1% para os atuais 16,6% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, que passou de 9,8% para 11,4%, e da taxa de desemprego oculto, que passou de 4,3% para 5,2%.
No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 67 mil pessoas, devido ao crescimento do número de postos de trabalho (76 mil) ter sido inferior ao acréscimo da PEA (143 mil). A taxa de participação aumentou de 56,6% para 60,2%.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 5,1%, passando de 1.479 mil pessoas para 1.555 mil. O nível ocupacional cresceu em todos os setores de atividade econômica analisados, principalmente nos Serviços (64 mil ou 7,3%) e na Construção (8 mil ou 5,7%), com menor intensidade no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (2 mil ou 0,7%) e na Indústria de transformação (1 mil ou 0,7%).
Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado cresceu (85 mil ou 8,7%), devido ao aumento do contingente do setor privado (72 mil ou 8,7%) e do setor público (14 mil ou 9,3%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (67 mil ou 9,5%) e, em menor medida, no de sem carteira assinada (5 mil ou 4,1%). Houve redução no contingente de trabalhadores Domésticos (4 mil ou 3,1%), no agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (3 mil ou 4,6%) e entre os trabalhadores Autônomos (2 mil ou 0,6%).