Comércio varejista baiano cresce 2,5% em julho

Publicado: 12/09/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:48



As vendas do comércio varejista baiano retomam,no mês de julho, ritmo de crescimento. O volume de negócios realizados nessemês registrou expansão de 2,5% em relação a igual mês do ano passado.





As vendas do comércio varejista baiano retomam, no mês de julho, ritmo de crescimento. O volume de negócios realizados nesse mês registrou expansão de 2,5% em relação a igual mês do ano passado. No varejo nacional a taxa foi positiva em 6,0%, considerando a mesma base de comparação. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na análise sazonal o varejo na Bahia registrou crescimento de 0,9%. Os dados foram apurados por essa pesquisa realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

A expansão no volume de vendas na Bahia, nacomparação entre julho e junho de 2013, revela que o setor passa por um momentode recuperação. Ainda assim, as incertezas quanto ao comportamento da economianos próximos meses refletem no comportamento retraído do consumidor, ratificadopelo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV)que recuou 4,1% entre junho e julho de 2013, para 108,3 pontos, o menor níveldesde maio de 2009 (103,6 pontos).

DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

Em julho de 2013, os dados do comércio varejistado estado da Bahia, quando comparados a julho de 2012, revelam que seis de umtotal de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaramresultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordemdecrescente, têm-se: Móveis e eletrodomésticos (15,7%) Artigosfarmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,7%); Livros,jornais, revistas e papelaria (14,4%); Outros artigos de uso pessoal edoméstico (12,6%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios,bebidas e fumo (3,4%); Tecidos, vestuário e calçados (1,8%). Paraos subgrupos de Super e hipermercados, de Móveis, e de eletrodomésticosos resultados apurados foram positivos em 7,6%, 13,4% e 18,8%, respectivamente.

O comportamento das vendas no mês de julho foi determinadopelos segmentos de Móveis e eletrodomésticos, Artigos farmacêuticos,médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e Hipermercados,supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O maior impacto coubeao segmento de Móveis e eletrodomésticos que apresentou uma expansão nasvendas na ordem de 15,7%. Esse comportamento é atribuído à política deincentivo do governo ao consumo, através da manutenção de alíquotas de IPIreduzidas para os artigos desse segmento. Quando desagregado, observa-se que a maiorcontribuição veio das vendas de eletrodomésticos.

A segunda maior participação no comérciovarejista baiano para o mês de julho foi do segmento de Artigosfarmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos queregistrou um crescimento de 15,7% nas vendas. A essencialidade dos produtoscomercializados no ramo, associada ao aumento da procura por medicamentosantivirais, e à expansão da massa de salários são os principais aspectosexplicativos para esse comportamento.

Com a expansão de 3,4%, o segmento de Hipermercados,supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou a terceiramaior contribuição para o aquecimento dos negócios, nesse mês, para o varejobaiano. Apesar da sua extrema relevância para o setor, as vendas da atividadeestão reprimidas em função do comportamento dos preços dos alimentos, quecresceram acima do índice geral no período de 12 meses.

Quanto aos segmentos que contribuíramnegativamente, têm-se: Combustíveis e lubrificantes (-13,2%); e Equipamentose materiais para escritório, informática e comunicação (-11,5%). O segmentode Combustíveis e lubrificantes registrou a décima queda consecutiva. Essecomportamento pode ser atribuído a alguns fatores como: ao crescimentoexacerbado dos postos de Bandeira Branca que ao praticar guerras de preçosacabam prejudicando os postos autorizados; e problemas com a seca einfraestrutura logística. Além desses aspectos, pode-se segundo informações doSindicombustíveis atribuir esse comportamento ao aumento da carga tributáriapraticada sobre o Diesel.

Quanto ao comportamento de Equipamentos emateriais para escritório, informática e comunicação observa-se umavariação negativa nas vendas pelo segundo mês consecutivo. Esse comportamentoestá relacionado com o processo de desvalorização do real frente ao dólar, poishá desestímulo a compra de produtos importados. Nesse aspecto, como uma grandeparte dos produtos comercializados pela atividade tem componentes importados,as vendas acabam sendo atingidas.

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui ovarejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Materialde construção, apresentou em julho acréscimo de 2,0% nas vendas. Noacumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 5,8%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peçasregistrou variação negativa de 0,5% em julho, em relação a igual mês do anoanterior. Esse resultado é atribuído ao efeito base, uma vez que em igual mêsdo ano passado as vendas estavam aquecidas em função dos incentivos concedidospelo Governo. Nesse período, o IPI sobre carros 1.0 ficou em zero e o impostosobre as demais cilindradas foi reduzido pela metade. No que tange ao segmento Materialde Construção, este apresentou em julho crescimento de 8,5% nas vendas emrelação a igual mês do ano passado. Esse comportamento, muito provavelmente éresultado da desoneração da folha de pagamento de empresas do segmentoverificada a partir do mês de abril de 2013, refletida na queda dos preços noúltimo mês de maio.


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