A Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano vem captando um arrefecimento na expectativa da classe empresarial do estado nos últimos meses. O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (Sei / Seplan), apresentou piora de 65 pontos em fevereiro, em relação ao mês anterior. O ICEB marcou -340 pontos em fevereiro, ante o registro de -275 pontos em janeiro de 2015.
O registro de -340 pontos, em fevereiro, representa o menor valor assumido pelo Indicador a contar do início do levantamento. Os últimos oito meses confinam os piores registros do ICEB. A expectativa geral do empresariado baiano permanece, desde outubro último, na zona de Pessimismo.
A queda do Indicador observada neste mês decorre de um cenário onde todos os segmentos revelaram revés na confiança. A Agropecuária, o menos pessimista dos segmentos, marcou -183 pontos, permanecendo na zona de Pessimismo Moderado – zona frequentada desde junho passado. O setor de Indústria marcou -400 pontos em fevereiro, permanecendo na zona de Pessimismo e mantendo-se o mais pessimista dentre os segmentos. Com -335 pontos em fevereiro, Serviços e Comércio ficou com a segunda pior marca de sua série histórica e manteve-se na zona de Pessimismo, região frequentada desde julho de 2014.
No mês de fevereiro, tanto a expectativa referente ao cenário econômico quanto a relacionada ao desempenho das empresas retrocedeu, com o Indicador para as variáveis econômicas mantendo-se mais pessimista que o das variáveis de desempenho das empresas.
O Indicador de fevereiro, para as variáveis econômicas, registrou o menor valor da sua série histórica. Com -410 pontos, as expectativas quanto ao cenário econômico mantiveram-se na zona de Pessimismo no mês. O Indicador para desempenho das empresas registrou -305 pontos em fevereiro, correspondendo ao segundo menor valor da série histórica. A confiança em relação a esse quesito permaneceu na faixa de Pessimismo.
Em fevereiro, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. Inflação, Crédito e PIB Nacional foram as variáveis que revelaram as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, Câmbio, Vendas e Abertura de Unidades foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas.
