
A SEI participa, nesta semana, do UrbBA15, quinta edição do evento que tem como objetivo a ampliação da discussão participativa sobre uma nova agenda urbana.
A SEI participa, nesta semana, do UrbBA15, quinta edição do evento que tem como objetivo a ampliação da discussão participativa sobre uma nova agenda urbana. Na abertura do evento, na última terça (03), a mesa contou com a presença de João Carlos Salles Pires da Silva, Reitor da Universidade Federal da Bahia – UFBA; Naia Alban, Diretora da Faculdade de Arquitetura – FAUFBA; Messias Bandeira, Diretor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciência Milton Santos - IHAC/UFBA; Luiz Antonio Cardoso, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - PPGAU/FAUFBA, Guivaldo D'Alexandria Baptista, Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU/BA; Maria del Carmen, Deputada Estadual, Presidente da Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia Representante da Rede Multiinstitucional de Pesquisa em Cidades Médias e Pequenas da Bahia, Edgard Porto representando Eliana Boaventura, diretora-geral da SEI; Ana Caminha, Representante da Associação dos Moradores da Gamboa de Baixo - Salvador (BA) e Ana Fernandes, Coordenadora do Grupo de Pesquisa Lugar Comum - PPGAU/FAUFBA.
O encontro inciou-se com as apresentações acerca do tema “Globalização, Cooperação e desenvolvimento: o contexto mundial e as cidades rumo ao Habitat III”. A primeira mesa de discussão foi composta por Daniel Araujo (IHAC/UFBA), Elsa Kraychete (IHAC/UFBA), Ana Fernandes (PPGAU/UFBA) e Alexandre Apsan Frediani (Bartlett Development Planning Unit University College London). Araújo, que abriu as apresentações, abordou temas como o Pacto Global da ONU, responsabilidades das empresas com os direitos humanos, Objetivos do Milênio e suas metas, as influencias do setor privado etc. "Até que ponto podemos construir o direito à cidade com pactos governamentais ou com empresas privadas que são fundamentais para o desenvolvimento do discurso? Qual a cidade que queremos? Qual a funcionalidade da cidade que queremos?", questionou o pesquisador.
A apresentação seguinte, da pesquisadora Elsa Kraychete (IHAC/UFBA), destacou "o quanto é instável uma única agenda para o desenvolvimento global", levando em consideração as diferentes realidades dos diferentes países. Ela falou também sobre a Cooperação Internacional para o desenvolvimento e a Cooperação Sul-Sul, que ainda está menos institucionalizada que a cooperação Norte-Sul, em termos geopolíticos. Ainda neste grupo de discussões, Ana Fernandes (PPGAU/UFBA) mencionou a importância das cidades e a ausência, dos novos objetivos do milênio, do Direito à Cidade. “As cidades são elementos fundamentais nos processos de transformação”, afirmou. Frediani foi o ultimo a se apresentar durante a mesa. Ele mostrou dados e análises dos processos dos relatórios nacionais do Habitat III. Questões como a informalidade, a exemplo da economia criativa, são aspectos que segundo Frediani também deveria constar nos relatórios, assim como a segregação espacial, a falta de estratégias de monitoramento, dentre outros. “Não questionam o modelo de desenvolvimento, mas a adaptação a ele”, afirmou Frediani.
Durante a tarde o evento contou com sessões temáticas que dialogaram com o assunto central do seminário. Entre as apresentações, sessões com temas como urbanização em processo e suas múltiplas dimensões, urbanização, conflitos e regulação e outros. O UrbBA acontece até a próxima sexta (06), na FAUFBA, Faculdade de Arquitetura da UFBA, com diversas oficinas e mesas redondas. Nesta quarta, Urandi Freitas, coordenador de Estatística da SEI, realizou uma oficina intitulada “O direito à cidade traduzido em indicadores”. A analista da SEI, Patrícia Chame Dias, que integra a comissão organizadora do evento, participou da coordenação da elaboração de um banco de dados na oficina “O direito à cidade na perspectiva das cidades médias e pequenas”. Mais informações: http://urbba15.tumblr.com/.