
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), apurou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, no que se refere aos indicadores da Bahia. Os números referem-se a PNAD 2014 comparada com a de 2013, e com 10 anos atrás.
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), apurou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, no que se refere aos indicadores da Bahia. Os números referem-se a PNAD 2014 comparada com a de 2013, e com 10 anos atrás.
Demografia: proporção de idoso na Bahia segue aumentando e a de jovens reduzindo
Estima-se, que em 2014, na data de referência da PNAD (27/09/2014) a população da Bahia era de 15,14 milhões de pessoas. Em relação ao ano anterior, percebe-se um pequeno aumento de 0,54%, visto que em 2013 a população baiana era de aproximadamente 15,06 milhões de pessoas. Esse aumento foi inferior ao observado no Nordeste e no Brasil que entre 2013 e 2014 apresentaram respectivamente aumento em suas populações nas proporções de 0,7% e 0,9%. Vale ressaltar que o crescimento da população da Região Metropolitana de Salvador foi maior que o da Bahia e nas mesmas proporções do Brasil, saindo de 3,89 para 3,93 milhões de pessoas, ou seja, um aumento de 0,9% de 2013 para 2014.
Verifica-se também um aumento da população idosa e redução da proporção dos jovens, entre 2013 e 2014, seguindo a tendência de envelhecimento da população baiana. Em 2014, na Bahia, a população de jovens (0 a 14 anos) correspondia a 23,1% da população do estado e a população de idosos (60 anos ou mais) representava 13,0%, enquanto em 2013 esses grupos etários representavam respectivamente 24,3% e 12,5% da população da Bahia, e em 2004, 29,2% e 9,3% respectivamente. Em 10 anos houve um aumento de quase 40% da população de idosos na Bahia e uma redução de 21,1% na população de jovens baianos.
Em 2014, a população da Bahia era composta por 51,8% de mulheres e 48,2% de homens. Em relação à situação do domicílio, 75,1% da população baiana residiam na zona urbana. Quanto à cor ou raça, 59,3% da população se declararam pardos, enquanto 20,1% se declararam brancos, 20,0% pretos, 0,5% indígenas e 0,1% amarelos.
Educação: 98,4% dos jovens de 6 a 14 anos estão na escola.
Seguindo a tendência de redução dos últimos anos, a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais na Bahia foi de 14,7% sendo que em 2013 era igual a 14,9% e em 2004 a taxa era de 20,3%. Em 10 anos houve redução de quase 30% na taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais, sendo que na zona urbana essa redução foi de 27,9%, caindo de 14,2% em 2004 para 10,2% em 2014, e na zona rural essa redução foi de 15,3%, saindo de 34,2% em 2004 para 28,9% em 2014. A taxa de analfabetismo de 15 anos ou mais na Bahia foi abaixo da taxa do Nordeste (16,6%), mas acima do Brasil (8,3%) e Região Metropolitana de Salvador (4,0%).
A taxa de analfabetismo entre as pessoas de 5 anos ou mais, que em 2013 foi de 15,6%, experimentou leve recuo para 15,5%, em 2014. Percebemos que nos últimos 10 anos, houve redução de 28,9% na taxa de analfabetismo da população de 5 anos ou mais da zona urbana da Bahia, saindo de 16,1% em 2004 para 11,4% em 2014 e na zona rural a redução foi de 18,1%, caindo de 34,0% em 2004 para 27,8% em 2014.
A Bahia avança no propósito de universalizar o estudo entre os jovens de 6 a 14 anos, visto que, em 2014, a taxa de escolarização (percentual das pessoas que frequentam escola) nesta faixa etária foi igual a 98,4% sendo que em 2013 essa taxa era de 98,0%. Também houve crescimento na taxa de escolarização da população de 15 a 17 anos, entre 2013 e 2014, saindo de 82,7% para 84,6%.
Trabalho: população mais jovem apresenta maiores taxas de desocupação na Bahia
A taxa de desocupação, na semana de referência, das pessoas de 15 anos ou mais de idade, cresceu de 8,5% para 8,8%, entre 2013 e 2014, na Bahia. A taxa de desocupação é mais elevada (13%) entre os trabalhadores com 8 a 10 anos de estudos. Segundo os grupos de idade, em 2014, a população mais jovem tinha as maiores taxas. O grupo etário compreendido entre 15 e 17 anos de idade contabilizou 28,9% e o entre 18 a 24 anos totalizou 20,8%. A taxa de desocupação mostra a existência de disparidade de gênero. Para os homens, em 2014, a taxa era de 6,2%, enquanto para as mulheres o índice foi de 12%.
População ocupada na Bahia cresceu, totalizando aproximadamente 7 milhões em 2014
A população de 15 anos ou mais de idade, ocupada na semana de referência, totalizou cerca de 7 milhões de pessoas, em 2014, na Bahia – aumento de aproximadamente 300 mil indivíduos. Entre os ocupados, cerca de 200 mil possuíam mais de um trabalho. O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas na população de 15 anos ou mais de idade, na semana de referência) cresceu de 59,6% para 60,9% entre 2013 e 2014. Essa estimativa para as mulheres foi de 49,5% e de 73,6% para os homens em 2014.
Aumenta o percentual de indivíduos que trabalha com conta própria
Quanto à inserção no mercado de trabalho, o total de empregados superou as demais posições na ocupação no trabalho principal, contabilizando 3.769 mil pessoas. A segunda posição com o maior número de indivíduos foi a dos que trabalham por conta própria (1.859 mil pessoas), um crescimento de 3% em relação ao ano de 2013 (1.805 mil pessoas). Cerca de 259 mil pessoas ocuparam posições não remuneradas. Para cerca de 35% (2.454 mil pessoas) não houve rotatividade no trabalho, pois o tempo de permanência no trabalho principal é, geralmente, de dez anos ou mais. A jornada de trabalho é majoritariamente de 40 a 44 horas por semana no trabalho principal.
Cerca de 1.879 mil pessoas eram empregados com carteira assinada em 2014
Para a categoria de emprego no trabalho principal, o contingente de empregados de 15 anos ou mais de idade com carteira de trabalho assinada foi de 1.879 mil pessoas em 2014. Em adição, havia 480 mil militares e funcionários públicos estatutários e 1.410 mil pessoas em outras categorias.
Tipos de atividades
Dos 7.095 mil indivíduos de 15 anos ou mais de idade, ocupados na semana de referência, 1.768 mil estavam ocupados em atividades agrícolas e 5.327 mil em atividades não agrícolas. A atividade agrícola é a que mais empregou em comparação com todas as demais, ambos, homens e mulheres, em 2014. A segunda categoria mais importante para os homens foi a relacionada a comércio e reparação (707.000). Enquanto as mulheres desempenhavam atividades de educação, saúde e serviços sociais (539.000).
Em 2014, 44,3% das pessoas de 15 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, contribuíram para o instituto de Previdência. Em relação a 2013, o novo índice revelou uma expansão de 0,9 pontos percentuais. Entre as mulheres, 45,9% contribuíram. No grupo dos homens, apenas 43,1% pagou a contribuição previdenciária em 2014.
Crianças e adolescentes ocupados
A PNAD registrou cerca de 296 mil pessoas de 5 a 17 anos de idade ocupadas na semana de referência, trabalhando principalmente em atividades não agrícolas. Dentre esses, a faixa etária que mais trabalha é a dos adolescentes entre 15 e 17 anos (66%).
Rendimento: rendimento de todos os trabalhos fica em R$ 1.263, o maior da Região Nordeste
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas com rendimento em 2014 foi estimado em R$ 1.263, valor 1,9% inferior ao de 2013 (R$ 1.288) – queda menor que a verificada para Região Nordeste (-2,6%; de R$ 1.210, em 2013, para 1.178, em 2014). Além de apresentar valor superior à média da região, a Bahia foi o estado nordestino com maior rendimento médio mensal em 2014.
A média de rendimento para as pessoas pertencentes ao grupo dos 10% de menor rendimento mensal de todos os trabalhos subiu 2,8% entre 2013 e 2014, ficando em R$?220. A média de rendimento para os 10% com maiores rendimentos também se elevou, aumentando 6,3% no período e alcançando R$?2.500. Assim, de um ano ao outro, as pessoas com menores rendimentos passaram a receber proporcionalmente menos em comparação com aquelas de maiores rendimentos na Bahia – enquanto em 2013 os indivíduos com menores rendimentos receberam 9,1% do valor obtido por aqueles com maiores rendimentos, em 2014 essa relação foi de 8,8%.
O índice de Gini da distribuição do rendimento mensal de todos os trabalhos, no entanto, permaneceu numa trajetória decrescente entre 2013 e 2014, passando de 0,558 em 2013 para 0,518 em 2014. O referido índice para o Nordeste, região mais desigual do Brasil, apresentou redução da desigualdade na distribuição da renda ao recuar de 0,524 para 0,501 no período observado. A Bahia, assim, apesar do terceiro maior nível de desigualdade entre os estados nordestinos em 2014, reduziu a desigualdade em intensidade superior a média da região de um ano ao outro – redução de 7,2% contra um recuo de 4,4%, respectivamente. O índice de Gini mede o grau de concentração de renda, variando de zero (perfeita igualdade) a um (a desigualdade máxima).
Habitação: redução de domicílios próprios e aumento dos alugados
O número de domicílios particulares permanentes na Bahia, em 2014, foi estimado em aproximadamente 5,0 milhões, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Considerando a condição de ocupação em 2014, 78,5% eram próprios, 14,1% alugados, 7,2%, cedidos e 0,2% sob outras condições. Em relação a 2013, houve uma redução de 1,6% na proporção de domicílios próprios (79,8% em 2013 e 78,5% em 2014) e um aumento de 5,8% da proporção de domicílios alugados (13,3% em 2013 e 14,1% em 2014).
A posse de microcomputador atingiu 1,8 milhões de domicílios, sendo 1,5 milhões com acesso à internet. Pode-se perceber um aumento em relação ao ano anterior, pois em 2014 foi estimado que 35,9% dos domicílios da Bahia possuíam microcomputadores e 30,7% dos domicílios possuíam microcomputadores com acesso à internet, já em 2013 essas proporções eram respectivamente 34,8% e 30,3%.
Estima-se que na Bahia existiam 4,4 milhões de domicílios com algum tipo de telefone, ou seja, 89,0% dos domicílios baianos em 2014, sendo que 3,1 milhões possuíam apenas telefone celular. Comparando com o ano de 2013, houve aumento de 6,5% (64,3% em 2013 e 68,5% em 2014) na proporção de domicílios com apenas celular, sendo que este aumento foi maior que o dos domicílios com algum tipo de telefone, que aumentou 2,5% (86,8% em 2013 e 89,0% em 2014).
Condição dos domicílios: 75,1% de aumento no acesso à agua canalizada na zona rural nos últimos 10 anos.
Em 2014, a proporção de domicílios baianos com abastecimento de água com canalização foi estimada em 91,0%, sendo que em 2013 essa proporção era de 90,2%. Podemos perceber um grande avanço na Bahia ao acesso à água canalizada visto que nos últimos 10 anos houve crescimento de 20,1% na proporção de domicílios com água canalizada, saindo de 75,1% em 2004 para 91,0% em 2014. Na zona urbana esse crescimento foi de 1,0% (97,3% em 2013 e 98,3% em 2014) e a zona rural foi quem mais desenvolveu em termos de acesso à água canalizada aumentando em 75,1%, visto que em 2004 somente 38,6% dos domicílios rurais da Bahia tinha acesso à água canalizada e em 2014 essa proporção foi elevada para 67,6%.
Também houve avanço na proporção de domicílios com acesso à energia elétrica, que saiu de 98,7% em 2013 para 99,0% em 2014. Esse aumento também pode ser percebido tanto na zona urbana, que saiu de 99,8% em 2013 para 99,9% em 2014, quanto na zona rural que cresceu de 95,6% para 96,3% no mesmo período. Porém ao fazer essa comparação nos últimos 10 anos, podemos perceber que assim como o acesso à água canalizada, a proporção de domicílios rurais com acesso à energia elétrica cresceu 41,7%, saindo de 68% em 2004 para 96,3% em 2014.
Em relação ao acesso ao acesso à rede coletora de esgoto, enquanto à Bahia segue a tendência de crescimento a esse tipo de serviço, saindo de 50,1% em 2013 para 52,4% dos domicílios com acesso à rede coletora de esgoto, houve redução na proporção de domicílios com acesso à rede coletora de esgoto no Brasil, saindo de 58,2% em 2013 para 57,6% em 2014. Vale ressaltar que o crescimento do acesso à esse serviço foi bem maior na zona rural da Bahia,48,6%, saindo de 2,7% em 2013 para 4,1% dos domicílios rurais com acesso à rede coletora de esgoto em 2014, do que na zona urbana que cresceu somente 3,3% nesse quesito.
Em relação aos domicílios baianos cuja coleta do lixo é feita diretamente houve uma pequena retração na Bahia, visto que em 2013 69,3% dos domicílios possuíam coleta direta do lixo e em 2014 essa proporção foi de 67,3%.
As tabelas com os dados podem ser encontradas neste link.