
Asinformações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI,em parceria com Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego totalda Região Metropolitana de Salvador decresceu em janeiro de 2016, passando de19,9%, em dezembro, para 19,1% da População Economicamente Ativa (PEA).
Asinformações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI,em parceria com Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego totalda Região Metropolitana de Salvador decresceu em janeiro de 2016, passando de19,9%, em dezembro, para 19,1% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundosuas componentes, a taxa de desemprego aberto diminuiu de 14,3% para 13,6%, e ade desemprego oculto passou de 5,6% para 5,5%.
Ocontingente de desempregados foi estimado em 356 mil pessoas, 21 mil a menosque no mês anterior. Este resultado decorreu do declínio da PopulaçãoEconomicamente Ativa (PEA) (-27 mil pessoas), em número superior ao da reduçãodo nível de ocupação (-6 mil postos de trabalho). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporçãode pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadasou desempregadas – diminuiu de 57,9%para 57,0%, no período em análise.
Nomês de janeiro,o contingente de ocupados teve leve redução de 0,4%,ficandoestimado em 1.510 mil pessoas. Segundo ossetores de atividade econômica analisados, houve decréscimo do nível de ocupação nos Serviços (12 milou 1,2%) e na Indústria de transformação (5 mil ou4,5%) e aumento no Comércio e reparação deveículos automotores e motocicletas (11 ou 3,9%) e na Construção (2 milou 1,6%).
Segundo posição naocupação, o contingente de trabalhadores assalariados teve pequeno aumento (criaçãode 5 mil postos de trabalho ou 0,5%), em decorrência do crescimento da ocupaçãono setor privado (13 mil ou 1,5%) e redução no setor público (8 mil postos ou 5,0%).No setor privado, registrou-se acréscimo entre os trabalhadores com carteiraassinada (18 mil ou 2,3%) e diminuição entre aqueles sem carteira assinada (5mil ou 4,5%). Houve declínio no contingente de empregados domésticos (8mil ou 6,6%) e no de autônomos (3 mil ou 1,1%), enquanto ficouestável o agregado outras posiçõesocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos denegócio familiar,entre outros.
Entre novembro e dezembro de 2015, o rendimento médio real diminuiu 0,9%para os ocupados e 1,7% para os assalariados. Os valores monetários passaram aequivaler a R$ 1.305 e R$ 1.383, respectivamente.
Amassa de rendimento médio real ficou relativamente estável para os ocupados e osassalariados (-0,1% e +0,2%, respectivamente). Os dois resultados derivaram dacombinação entre o aumento do nível ocupacional e o declínio do rendimentomédio real.
Comportamentoem 12 meses - Entre os meses de janeiro de 2015 e de 2016, a taxa dedesemprego total na RMS aumentou, aopassar de 16,3% para 19,1% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação dastaxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 11,2% para 13,6% e de 5,1%para 5,5%, respectivamente.
O contingente de desempregados cresceu, nos últimos 12 meses,em 52 mil pessoas. Tal comportamento foi motivado pela redução do nível deocupação (eliminação de 48 mil postos de trabalho), uma vez que houve relativa estabilidadeda População Economicamente Ativa (PEA) (incremento 4 mil pessoas). A taxa departicipação diminuiu de 57,9% para 57,0%, no período em análise.
Ainda em relação a janeiro do ano passado, o número deocupados diminuiu 3,1%, ao passar de 1.558 mil pessoas para 1.510 mil. Setorialmente, registrou-se redução na Indústria de transformação (27 milpostos ou 20,1%), na Construção (17mil ou 11,7%) e no Comércio e reparaçãode veículos automotores e motocicletas (14 mil ou 4,6%). Em contrapartida, aumentouo nível de ocupação no setor de Serviços (13mil ou 1,4%).
Segundo posição na ocupação, nos últimos 12meses, o emprego assalariado retraiu-se (24 mil ou 2,2%), devido à redução do assalariamentono setor privado (34 mil ou 3,6%) e ao crescimento do número de empregos nosetor público (11 mil ou 7,7%). No setor privado, decresceu o número deassalariados com carteira de trabalho assinada (31 mil ou 3,7%) e, em menorintensidade, o de sem carteira assinada (3 mil ou 2,8%). Houve declínio no contingentede trabalhadores autônomos (18mil ou 6,3%) e no de empregados domésticos (9 mil ou 7,4%), e elevação no agregadooutrasposições ocupacionais, que inclui empregadores,trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (3 mil ou 4,5%).
Entre dezembro de 2014 e de 2015, reduziram-seos rendimentos médios reais dos ocupados (8,3%) e dos assalariados (9,3%).
Nesseperíodo, houve retração na massa de rendimentos dos ocupados (10,9%) e dosassalariados (10,9%), em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimentomédio real e, em menor proporção, do nível de ocupação.