Centro Técnico do Teatro Castro Alves
O Centro Técnico é um setor do Teatro Castro Alves criado em 1993, responsável pela produção e difusão de conhecimentos nas áreas da Engenharia do Espetáculo, uma referência nacional na oferta de técnicas, habilidades, ferramentas e conhecimentos desta área. Além de dar suporte às montagens realizadas no Complexo, bem como pelos seus corpos artísticos – Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) – e do cotidiano de demandas criativas do TCA, o CT fomenta o campo das artes com serviços prestados à comunidade.
Artistas e profissionais da cultura encontram neste espaço uma central de conhecimentos sobre cenografia, figurino, maquiagem, som e iluminação cênicas, sendo possível contar com sua expertise, infraestrutura e assessoramento no que tange às tecnologias do espetáculo, valorizando e aperfeiçoando os saberes e fazeres de quem está nos bastidores.
O CT está estruturado em núcleos de atuação que trabalham de maneira interligada: produção, qualificação, pesquisa e assessoria técnica, com uma equipe experiente para o desenvolvimento de peças de cenário, figurino e adereços, incluindo a concepção, confecção e montagem no espaço cênico. Através dos ateliês de costura, cenotecnia, adereçaria e do canteiro cenográfico, são realizados apoios à pesquisa e confecção de aparatos cênicos.
|
|
|
O Acervo de Figurino, conhecido como Guarda Roupas, disponibiliza, para empréstimo a produções artísticas, cerca de 7 mil peças de figurino. Já o Armazém Cenográfico, além de disponibilizar seu acervo para empréstimos à comunidade artística, concede a guarda provisória de cenários de espetáculos quando estão fora de cartaz.
Estes espaços e serviços, essenciais ao fomento para o campo das artes, têm a perspectiva de transformação para um Centro de Referência em Engenharia do Espetáculo (CREE), no âmbito da reforma e ampliação do TCA. Com a criação do CREE, o Centro Técnico do TCA ampliará as ações voltadas para a produção, registro e difusão de conhecimentos nos campos da cenografia, figurino, maquiagem, som e iluminação cênicas, além de prestar assessoramento em cenotecnia.
Núcleos do CT
Dividido em diversos núcleos, o Centro Técnico abrange atividades que vão desde a confecção de figurinos e cenários até o armazenamento e manutenção dos itens utilizados nas produções artísticas. Os núcleos são divididos em:
- Ateliê de Costura e Adereços
O Ateliê é responsável pela criação e confecção de figurinos e adereços no TCA, desenvolvendo peças que dão vida aos personagens em montagens de óperas, teatros e dança, contribuindo para a estética e narrativa dos espetáculos. - Guarda-Roupa
O núcleo organiza, conserva e mantém os figurinos do TCA, preservando tanto as peças usadas nas produções atuais quanto o acervo histórico, garantindo sua reutilização em futuras montagens. - Cenotecnia
A Cenotecnia cria e monta os cenários dos espetáculos, transformando conceitos em estruturas cenográficas que se alinham com a narrativa das produções, além de adaptar e manter os cenários para uso contínuo. - Armazém Cenográfico
O Armazém preserva cenários e elementos técnicos, organizando-os para reutilização e promovendo a sustentabilidade. O setor também garante que os materiais estejam prontos para uso em montagens futuras.
História do CT
Na década de 1980, já existia o conceito do Centro Técnico do TCA – então chamado de Núcleo de Produção Cênica – mas só no primeiro semestre de 1993 foi elaborado o projeto de implantação do Centro Técnico, que nasceu em parceria com o IBAC (Instituto Brasileiro de Artes Cênicas), composto por três técnicos e um coordenador. Em julho de 1993 o Teatro Castro Alves foi reinaugurado e cerca de 2000m² foram destinados ao setor com instalações básicas apropriadas ao desenvolvimento de atividades de cenografia, maquiagem, caracterização, iluminação cênica, concepção e execução de figurino. Criou-se ainda o setor de Guarda-Roupas, que armazena, preserva e disponibiliza o acervo de figurinos dos espetáculos do Teatro.
O Centro Técnico surgiu com o intuito de resgatar, reciclar, organizar e difundir os conhecimentos técnicos relacionados aos bastidores das Artes Cênicas, tradicionalmente adquiridos e repassados de forma empírica.
Desde então foram concedidos centenas de apoios de consultoria, assessoria técnica e confecção de cenários, figurinos e adereços de diversas produções locais, nacionais e internacionais. Além disso, foram realizadas diversas oficinas, cursos, workshops e seminários referentes aos conhecimentos técnicos da Engenharia do Espetáculo.
Em 2003 o Centro Técnico anexou um novo setor: o “Armazém Cenográfico”. Responsável pela guarda permanente do acervo de cenário dos espetáculos do TCA e pela guarda provisória de cenários de espetáculos da classe artística, quando saem de cartaz. O Armazém Cenográfico iniciou suas atividades num galpão de 480m², no Centro de Convenções da Bahia, em 2010 o setor foi instalado no Bairro da Federação, num galpão de 630m² e finalmente, em 2014 o setor recebeu uma sede definitiva no pavimento térreo do Teatro do ICEIA, no Bairro do Barbalho, com cerca de 2.000m².
De 2007 a 2010, foram realizadas diversas ações que conferiram mais dinamismo a essa estrutura, iniciando-se com uma grande limpeza, organização do espaço, do material existente e catalogação do acervo de cenários e figurinos.
Ainda neste período o Centro Técnico passou por uma reformulação com o objetivo de transformá-lo num Centro de Referência em Engenharia do Espetáculo. Com este intuito intensificou-se os trabalhos voltados para formação, intercâmbio, registro e difusão de conhecimentos.
Hoje o Centro Técnico passa por uma nova reformulação, com parâmetros nas dimensões que chegou através do atendimento à classe artística e no aumento das ações ofertadas e realizadas pelos seus quatro pilares de sustentação: Núcleo de Qualificação; Núcleo de Produção; Núcleo de Pesquisa e Núcleo de Assessoria Técnica, que funcionam como núcleos de atuação que trabalham de maneira interligada na produção técnica, geração e difusão de conhecimentos numa constante retroalimentação com vistas a fortalecer o Centro de Referência em Engenharia do Espetáculo.