A Casa dos Budas Ditosos

Publicado: 15/07/2026 Última atualização: 17/07/2026 às 17:45
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A Casa dos Budas Ditosos

Desde 2023 Fernanda Torres foi abduzida pelo filme “Ainda Estou Aqui”, que encantou as plateias do mundo todo e conquistou mais de 70 prêmios, entre eles o Globo de Ouro de Melhor atriz de 2025. Agora, a atriz está de volta aos palcos interpretando uma libertina baiana de 68 anos no espetáculo “A Casa Dos Budas Ditosos”, adaptação para o teatro do livro de João Ubaldo Ribeiro com direção de Domingos de Oliveira, uma comédia inebriante.

Após 23 anos percorrendo o país, a baiana volta para casa e o premiado espetáculo faz apenas duas sessões no Teatro Castro Alves, em Salvador: dia 31 de julho, 1º e 2 de agosto. O espetáculo rendeu à atriz a vitória do Prêmio Shell em São Paulo, a peça também foi o grande destaque do Prêmio Qualidade Brasil, levando os troféus de Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Comédia.

"Será possível para o homem a total liberdade sexual? Foi dada ao homem esta capacidade, este privilégio?; Convenhamos que é uma pergunta importante, para uma espécie que está sempre discutindo seus limites de Liberdade. A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem 'sem nome'; que Ubaldo criou é sem dúvida uma DEUSA. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós. Habilmente arquitetada está livre de repressão sexual. Trata-se, portanto, de um ideal inalcançável por qualquer um de nós.” — Domingos de Oliveira

Quando Domingos de Oliveira leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral; A Casa dos Budas Ditosos, porém, é um livro escrito na primeira pessoa, é o depoimento de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz, não há danação na luxúria. Nasceu teatro porque é oral e é oral porque, segundo o próprio João Ubaldo, nas primeiras páginas do livro: “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”.

Para viver a personagem, Domingos pensou que "precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”. Ao diretor, pareceu que uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e os quarenta e poucos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”. Segundo a baiana do livro, seria o ideal para criar essa diversidade.

Esse artifício, simples e não realista, de ter uma atriz de meia-idade, vivendo uma mulher de idade que se lembra de todas as suas idades, acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa, ri é a mulher no seu ideal é uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível, ao evocá-los, deixar de passar em revista o seu próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral, talvez, seja a grande experiência sensorial do espetáculo.

“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou nesse convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança aos dois, Domingos e Fernanda, de optar pela limpeza absoluta, de confiar na máxima de que quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais, o maravilhoso livro Nossa Vida Sexual, de Fritz Khan, da Biblioteca do Avô da personagem, (que tivemos a alegria de encontrar num sebo de São Paulo) e os dois Budas Ditosos, estatuazinha em miniatura de dois budinhas praticando o sexo, “essas coisas milenares, de Chinês”.


SERVIÇO

A CASA DOS BUDAS DITOSOS

Quando: 
31 de julho, às 20h (sexta) - Abertura de vendas: 23/07, às 14h
1º de agosto, às 16h e às 20h (sábado)  - Abertura de vendas: 23/07, às 14h
02 de agosto, às 19h (domingo)
Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves
Quanto: 
I- Filas A a P: R$ 420,00 (inteira) e R$ 210,00 (meia); 
II- Filas Q a Y: R$ 360,00 (inteira) e R$ 180,00 (meia);
III- Filas Z a Z11: R$ 260,00 (inteira) e R$ 130,00 (meia).
Classificação indicativa: 18 anos

VENDAS

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves (informações em www.ba.gov.br/tca/bilheteria) e no site da Sympla (www.sympla.com.br).

MEIA-ENTRADA

A concessão da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para o evento. Estejam atentos! O Teatro Castro Alves cumpre a Lei Federal 12.933/2013, a Lei Estadual 14.765/2024 e a Lei Municipal nº 9.763/2023, que determinam que a comprovação do benefício de meia-entrada é obrigatória para aqueles que gozam deste direito.

Saiba mais em www.ba.gov.br/teatrocastroalves/meia-entrada

REGRAS DE OCUPAÇÃO

A Sala Principal começam pontualmente e não é permitida a entrada após o início da sessão. O público deve ocupar exclusivamente a poltrona correspondente ao ingresso, não sendo permitida circulação ou permanência em pé durante o espetáculo. Não é permitida a entrada com bebidas, alimentos, capacetes ou outros objetos que interfiram na visibilidade do público. Solicitamos que os telefones celulares permaneçam desligados ou em modo avião, que seja evitado qualquer ruído durante a apresentação.

Saiba mais em https://www.ba.gov.br/tca/iniciativas/sala-principal

Categoria do Evento
Sala Principal
A Casa dos Budas Ditosos