Presidente da Bahiainveste defende o programa de sustentabilidade do setor como ferramenta para recuperar competitividade e impulsionar novos projetos sustentáveis no Nordeste
O presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, afirmou que o fortalecimento da indústria química é essencial para permitir novos investimentos em áreas estratégicas, como produtos e combustíveis renováveis. A declaração foi feita após participar do seminário “Indústria química como pilar econômico da soberania nacional”, promovido pelo Poder360 nesta 4ª feira (22.out.2025), no Brasília Palace Hotel. Segundo Guimarães, o momento é decisivo para reverter o que ele avaliar ser inércia do setor e criar condições para o crescimento sustentável. “Precisamos reanimar a indústria para que volte a gerar lucros e possa investir. Este é um momento crítico, não só pela ansiedade do mercado, mas porque o Brasil tem oportunidades únicas em produtos e combustíveis renováveis que outros países não têm”, afirmou.
O executivo destacou que a indústria química baiana enfrenta os mesmos desafios de competitividade que outros polos do país: “Precisamos do Presiq para que as indústrias aproveitem suas vantagens logísticas –como a proximidade das matérias-primas e das fontes de energia renovável– e consigam transformar isso em rentabilidade e novos investimentos”. Guimarães defendeu que todos os segmentos da indústria química sejam contemplados pelo novo programa, com prioridade para aqueles que já têm estrutura instalada e podem ampliar rapidamente sua produção.
Guimarães defendeu que todos os segmentos da indústria química sejam contemplados pelo novo programa, com prioridade para aqueles que já têm estrutura instalada e podem ampliar rapidamente sua produção. “Temos um parque industrial importante que, com novos investimentos e tecnologias, pode aumentar a competitividade e desenvolver produtos de maior valor agregado, como plásticos verdes e combustíveis renováveis de aviação”, disse. Ele também ressaltou a importância das parcerias público-privadas (PPPs) para viabilizar melhorias estruturais.
Ele também ressaltou a importância das parcerias público-privadas (PPPs) para viabilizar melhorias estruturais. “As PPPs devem se concentrar principalmente na infraestrutura. O país ainda tem gargalos logísticos sérios — em ferrovias, portos e transporte — que impactam diretamente a competitividade industrial. Precisamos avançar nisso para atrair mais multinacionais e consolidar o crescimento do setor químico”, acrescentou.
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Crédito:
Simone Kafruni