Jovem Kiriri participa do Terceiro Encontro Global do Fórum dos Povos Indígenas na Itália

07/02/2017
Adriana Panta Leão, da comunidade indígena Kiriri da Marcação, no município de Banzaê e a técnica em Desenvolvimento Produtivo e Mercado, Rejane Magalhães, irão participar do Terceiro Encontro Global do Fórum dos Povos Indígenas, que será realizado de 10 a 13, em Roma, na Itália, na sala de reuniões do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA).O objetivo do encontro é a discussão sobre como melhorar a parceria entre o FIDA e os povos indígenas, com base nas recomendações e planos de ação, resultantes das sessões dos grupos de trabalho e como a instituição pode apoiar a capacitação econômica dos povos indígenas, com especial atenção às mulheres e jovens.“Participar desse Fórum, onde o FIDA promove o diálogo entre os povos indígenas em todo o mundo, representa uma forma concreta de ouvir e trocar experiências exitosas e assim formalizar um documento com estratégias importantes para o empoderamento econômico desses povos, com atenção para as mulheres e a juventude”, destaca Magalhães, que é engenheira agrônoma e chefe do escritório regional do Pró-Semiárido, em Jacobina, Território Piemonte da Diamantina.A indígena Adriana Panta Leão leva a experiência positiva da inclusão produtiva e sustentável realizada em sua comunidade, após a implantação da unidade de beneficiamento de mandioca e da fábrica de biscoitos, que resultaram no incremento socioeconomico da comunidade, por meio da inserção de mulheres e jovens indígenas.“Esse encontro é importante para adquirir mais conhecimentos e trocar experiências. Pretendo, quando retornar, explicar tudo que aconteceu lá. Precisamos sair da área de conforto para conquistarmos as coisas”, disse a jovem indígena, de 19 anos, que pretende unir a sabedoria popular com a ciência para, num futuro próximo, realizar o desejo de se formar em Medicina.Sobre Agroindústria KiririsOs produtos Kiriris são processados na Unidade de Beneficiamento de Mandioca e Fábrica de Biscoitos, localizada na Aldeia Marcação, a 30 quilômetros da sede do município de Banzaê. A unidade foi implantada pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e teve um investimento de R$ 4,4 milhões, recursos estaduais e provenientes de acordo de empréstimo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A agroindústria tem capacidade de processamento de cinco toneladas/dia de raízes de mandioca, com produção anual de 150 toneladas de farinha, 24 de fécula e 10 de biscoitos.

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