17/05/2017
Abacaxi, banana, umbu e jaca são algumas das frutas processadas na unidade de produção de frutas desidratadas da Cooperativa Agroindustrial de Itaberaba (Coopaita), localizada no município de Itaberaba, Território de Identidade Piemonte do Paraguaçu. A agroindústria foi visitada nesta quarta-feira (16), pelas equipes do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e do Banco Mundial, que realizam mais uma Missão de Supervisão do projeto, que é resultado de um acordo de empréstimo entre a instituição financeira internacional e o Governo da Bahia.O Estado vem investindo no apoio à cadeia produtiva da fruticultura na região. Com investimentos da CAR/SDR foi implantada a unidade para produção de frutas desidratadas, em Itaberaba, e a outra unidade, no município de Iaçu, voltada para a fabricação de barras de cereais. A agroindústria de Itaberaba tem sido modelo para o Brasil, pelo impacto local e o aproveitamento dos frutos que estão no padrão para a comercialização no mercado de produtos in natura.Para o presidente da Coopaita, Aderval Queiroz, apesar dos desafios que a cada dia surgem na gestão das agroindústrias, “o apoio do Governo tem sido fundamental. Sempre digo aos cooperados, que nem toda cooperativa tem esse apoio que estamos tendo, convidando-os para abraçar essa oportunidade e fazer mais, ter um diferencial, mostrar resultados, para que eles tenham orgulho de estar na cooperativa. O apoio do Governo tem sido um incentivo à nossa capacidade de alavancar e ter um destaque ainda maior”, enfatizou.De acordo com Fernando Cabral, coordenador do Bahia Produtiva, a visita à Coopaita teve o objetivo de verificar aspectos positivos e as principais dificuldades para avançar nos próximos editais do Bahia Produtiva. “Estamos na perspectiva de lançar novos editais voltados para alianças produtivas. Essa é uma nova estratégia que está sendo discutida para uma possível implementação no projeto”. Cabral explica que a aliança produtiva é a integração entre cooperativa de produção e setor privado, ou cooperativas empreendedoras, que cuidem da comercialização e gestão do negócio.Com as agroindústrias, as frutas típicas da região que poderiam se perder, passaram a ser transformadas em frutas desidratadas e exóticas barras de cereais, gerando emprego e renda na cadeia produtiva da fruticultura para cerca de 1.200 agricultores e agricultoras familiares de municípios da região.A especialista sênior em Desenvolvimento Rural, do Banco Mundial, que gerencia o Bahia Produtiva, Fátima Amazonas, destacou que a visita à Coopaita permitiu conhecer a experiência da cooperativa, tanto na central de apoio, na sede do município de Itaberaba, quanto na área de produção. "No encontro, tivemos a oportunidade de aprender lições desse tipo de iniciativa, para a comercialização de produtos da agricultura familiar, especialmente, de produtos transformados com capacidade de atingir os mercados, verificando quais são as principais necessidades e desafios, em termos de apoio e suporte, que poderão complementar a atividade de produção, tanto na parte produtiva, dos associados da cooperativa, quanto na agroindústria".Participaram da atividade ainda pelo Banco Mundial o especialista em análise econômica e financeira, Mario Castejon e a consultora Caroline Moreira. Do Bahia Produtiva, o sub-coordenador Gilberto Andrade, a coordenadora de Monitoramento e Avaliação, Egla Costa, o consultor de Comercialização Arnoldo de Campos e o assessor técnico Guilherme Martins. O encontro contou ainda com a presença do assistente territorial do Bahia Produtiva no Território Piemonte do Paraguaçu, Erivaldo Santos, e cooperados da Coopaita.Confira mais fotos no Flickr[gallery ids="10972,10973,10974,10975,10976,10977,10978,10979,10980,10981"]