19/05/2017
Equipes do Banco Interamericano Reconstrução de Desenvolvimento (Bird/Banco Mundial), e do Bahia Produtiva, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), participaram durante esta semana (15 a 19/05), da Missão de Supervisão e Avaliação, que teve como finalidade analisar a situação atual do projeto.O Bahia Produtiva teve início em 2015 e já lançou oito editais para o fortalecimento das cadeias produtivas da fruticultura, oleaginosa, mandiocultura, apicultura e meliponicultura bovinocultura de leite, pesca e aquicultura, caprinoovinocultura e socioambiental. Também já foram assinados convênios com empreendimentos da agricultura familiar. Até o momento, o projeto vem beneficiando 14 mil famílias, em todo o estado.Durante a Missão, a comitiva conheceu as experiências do abatedouro e frigorífico da Cooperativa Agroindustrial de Pintadas (Cooap), localizado na estrada que liga o município de Pintadas ao de Capela do Alto Alegre, e a unidade de produção de frutas desidratadas da Cooperativa Agroindustrial de Itaberaba (Coopaita), no Território de Identidade Piemonte do Paraguaçu.Para o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, à medida que está sendo encerrado o primeiro ciclo de editais, com mais de 600 empreendimentos apoiados, é realizada uma avaliação e balanço para depois iniciar uma nova etapa do projeto, em que se pretende apoiar empreendimentos em rede, desenvolvendo ações baseadas nas alianças produtivas. “A vinda do Banco Mundial favoreceu essa discussão para definirmos como será executada essa nova fase do Bahia Produtiva, organizando os empreendimentos que estão sendo beneficiados, em redes territoriais, para que possamos ter um melhor posicionamento dessas associações e cooperativas no mercado”.Outra ação realizada durante a Missão foi o planejamento de atuação da CAR e da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos (CERB) no componente de abastecimento de água. “Inicialmente, a implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água acontecerá nos territórios Piemonte Norte do Itapicuru, Piemonte da Diamantina e Chapada Diamantina, com recursos na ordem de R$ 230 milhões”, completou Dias.O coordenador do Bahia Produtiva, Fernando Cabral, considerou a Missão bem-sucedida pois apontou avanços significativos na execução do projeto. “Foi acordado que a equipe do Bahia Produtiva, junto com os beneficiários do projeto e as instituições parceiras, irão preparar propostas de novos editais Orientados ao Mercado com o objetivo de apoiar e fortalecer Alianças Produtivas, além de um novo edital Socioambiental, com maior ênfase aos aspectos ambientais. Será proposto também um edital específico para os povos indígenas, de acordo com o Marco da Política para Povos Indígenas”.A especialista sênior em Desenvolvimento Rural, do Banco Mundial, que gerencia o Bahia Produtiva, Fátima Amazonas, pontuou que a Missão teve a finalidade não só de supervisionar, mas apoiar a implementação do projeto. “A avaliação geral dessa Missão é bastante positiva, à medida em que os investimentos estão sendo realizados e o projeto avança, podemos ter uma visão mais abrangente”. Amazonas lembra ainda que outra importante ação realizada nesses dias foi a preparação para Missão de Avaliação deMeio-Termo do projeto, prevista para o próximo mês de novembro.A programação da Missão incluiu ainda estratégias de mercado, com o fortalecimento de alianças produtivas, estratégia para o novo ciclo de editais, estratégia de implantação de sistemas de água, um panorama da situação dos contratos de assistência técnica e extensão rural (ATER), e avaliação das ferramentas de análise de Planos de Negócio dos empreendimentos, entre outros temas..Bahia Produtiva - O principal objetivo do projeto é promover a inclusão socioprodutiva de agricultores e agricultoras familiares da Bahia, possibilitando melhores condições de trabalho e geração de renda. O Bahia Produtiva inclui ações que fortalecem a base produtiva e viabiliza o acesso aos mercados, para que os produtos da agricultura familiar consigam chegar às prateleiras de grandes supermercados e sejam distribuídos para diferentes estados brasileiros, e até mesmo para outros países, construindo uma cadeia produtiva mais segura, melhorando a qualidade de vida das famílias atendidas.Participaram também da Missão, pelo Banco Mundial, o especialista em análise econômica e financeira, Mario Castejon e a consultora Caroline Moreira, a especialista sênior em Recursos Hídricos, Paula Freitas, e a especialista sênior em Salvaguardas Ambientais, Bernadete Lange. Estiveram presentes nas diversas atividades, técnicos e dirigentes da SDR e da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS).[gallery ids="11020,11019,11018,11017,11016,11015,11009,11010,11011,11012,11013,11014,11008,11007,11006"]