Movimentos sociais conhecem novas ações para Reforma Agrária

26/05/2017
Representantes de movimentos sociais participaram, nesta sexta-feira (26), no auditório da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), de reunião para conhecer as novas ações previstas no âmbito do convênio celebrado entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para o fortalecimento dos assentamentos da Reforma Agrária na Bahia.Entre as ações estão previstas a realização do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) e o Plano de Organização Territorial dos Projetos de Assentamento (POTPA), além da elaboração do Diagnóstico da Qualidade da Infraestrutura e Serviços (DQIS).O convênio é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR) e coordenado pela CDA. Serão beneficiadas 35 mil famílias da reforma agrária, de 445 projetos de assentamentos, distribuídos em 17 Territórios de Identidade.Renata Rossi, coordenadora executiva da CDA e gestora do convênio, ressaltou o benefício da ação para as famílias assentadas. “Esta atividade, que integra o convênio, é parte do que chamamos de organização territorial do projeto dos assentamentos. Ele é fundamental para assegurar a continuidade das ações do convênio desde o acesso à terra, fomento à produção, organização do território do projeto de assentamento, garantindo, assim, todo o ciclo de desenvolvimento do meio rural”.Carlos Roberto da Silva, membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representante do Assentamento Lagoa Bonito, situado no município de Mucuri, Território de Identidade do Extremo Sul, falou sobre suas expectativas. “Que este projeto venha atender as nossas famílias, principalmente, na questão da educação ambiental. Estes espaços e reuniões nos ajudam a fortalecer este debate na base. Temos que proteger as áreas ajudando a preservá-las, para que possamos ter um futuro de qualidade”.Paulo César Arns, coordenador técnico das ações do projeto, ressaltou a importância dos movimentos sociais perceberem o impacto positivo destas ações. “Esta etapa contribui para o resultado exitoso de todo convênio, tanto no melhor uso da água, da vegetação, no despertar para o sistema produtivo agroecológico quanto na melhoria da produção, diminuição dos custos de produção e facilidade de acesso ao mercado. Estes resultados contribuem com as outras metas do convênio permitindo que as agroindústrias sejam mais eficientes e sustentáveis e o crédito seja aplicado de forma estratégica”.

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