A partir do dia 1º de março, Comunidades Quilombolas e Povos Indígenas de todo o estado poderão inscrever seus projetos nos editais do projeto Bahia Produtiva, lançados pelo governador Rui Costa, nesta terça-feira (27), no auditório da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), em Salvador.
Cada edital investirá R$ 9 milhões, totalizando R$ 18 milhões, para prestar apoio técnico e financeiro a subprojetos voltados para a implantação e gestão de ações de sustentabilidade ambiental, segurança hídrica, alimentar e nutricional das famílias beneficiadas. Os editais estarão disponíveis para consulta nos sites da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) www.sdr.ba.gov.br e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) www.car.bagov.br.
“É um volume considerável de recursos. Ontem [segunda-feira, dia 26], foram R$ 80 milhões. Hoje, são R$ 18 milhões. Estamos falando de R$ 98 milhões em dois dias, em um momento de crise”, afirmou o governador ao destacar a Bahia como o estado que mais investe em agricultura familiar, com recursos próprios, em todo o país.
Segundo o titular da SDR, Jerônimo Rodrigues, “esses dois editais são especiais. Eles são específicos, não há associações não indígenas e quilombolas concorrendo. E, neste caso, a forma como eles vão cadastrar suas manifestações de interesse é diferenciada. Não precisa elaborar um projeto, eles vão apenas citar o tema que eles querem implantar na comunidade”, explicou.
O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, destacou que o Bahia Produtiva já está atuando praticamente em toda a Bahia: “Ações do projeto têm sido fundamentais para que a agricultura familiar avance, fortalecendo a economia local e geração de renda dessas famílias. Estamos construindo agroindústrias em diversas cadeias produtivas, ajudando a fomentar projetos de irrigação, fruticultura, pesca, que ajudam a agricultura família a produzir mais e melhor e disponibilizar alimentos com mais qualidade para população baiana”.
A seleção de Subprojetos Socioambientais para Povos Indígenas prevê o financiamento de cerca de 30 iniciativas, com limite máximo de investimento de até R$ 300 mil cada uma. Os recursos serão distribuídos nas quatro regiões do estado com concentração de povos indígenas: norte, oeste, sul e extremo sul da Bahia.
Para o cacique Babal, o edital é uma luta do povo indígena da Bahia. “Nos editais anteriores competíamos com o estado todo e temos aldeias mais e menos evoluídas. Esse edital, as aldeias vão dizer o que precisam e o projeto será montado de acordo com as nossas necessidades. A expectativa é grande para participarmos e ganharmos esse edital para potencializar nossas produções”.
A seleção de Subprojetos Socioambientais para Comunidades Quilombolas também deverá financiar 30 propostas com até R$ 300 mil. Neste edital, o público- alvo são as 736 Comunidades Remanescentes de Quilombos da Bahia, cadastrados na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial.
A coordenadora nacional quilombola e representante da comunidade Pitanga dos Palmares, Maria Bernadete, afirmou que ter um edital voltado somente para os quilombolas é valorizar os agricultores: “É uma oportunidade para nós. Nos deu empoderamento e estímulo para produzir e trabalhar ainda mais. Obrigada, Rui Costa”.
O evento reuniu representantes de povos indígenas e comunidades quilombolas, além de secretários de governo e parlamentares.
Confira a galeria de imagens do evento no Flickr:http://bit.ly/2CLPS5h