Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura apresenta resultados das atividades 2018

29/11/2018

A Câmara Setorial de Apicultura e Meliponicultura da Bahia realizou sua última reunião do ano de 2018 na 9ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece até o dia 2 de dezembro, no Parque de Exposições de Salvador, em paralelo à 31ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro). Apicultores e meliponicultores de todos os territórios baianos apresentaram os resultados que ocorreram em suas comunidades.

“Discutimos todas as ações desenvolvidas pelos diferentes atores que compõem a cadeia produtiva da apicultura e da meliponicultura, e traçamos os próximos passos para o ano seguinte”, explica o conselheiro representante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia na Câmara Setorial, Carlos Carvalho.

A Câmara completou, este ano, 15 anos de fundação. O seminário apresentou ainda resultados de pesquisa, capacitações, políticas, comissões e outras ações que levaram aos avanços dessas atividades na Bahia, no Brasil e no mundo.

Dentre os destaques do ano para a cadeia produtiva está a regulamentação da atividade da meliponicultura na Bahia, que se tornou o primeiro estado a regulamentar a produção de mel por abelhas sem ferrão, em fevereiro deste ano. Estão facultados à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) o controle, a fiscalização e conservação das abelhas nativas em seu habitat natural.

“Com a regulamentação, os meliponicultores passam a se sentir mais confortáveis. O diálogo entre a área produtiva e a ambiental melhorou muito, e vale lembrar que a Câmara é representada por vários setores. Como a abelha sem ferrão trata-se de espécies normalmente ligadas à questão ambiental, havia uma divergência de discurso. Agora essa dificuldade foi minimizada. Todos agora estamos conscientes de nossas partes e cada um faz o seu papel. Nesse sentido, acho que a meliponicultura vai crescer, porque o produtor tem a devida noção da importância que possui tanto na produção quanto na preservação dessas espécies”, enfatiza Carlos Carvalho.



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