Agricultores Familiares dos Territórios de Identidade Semiárido Nordeste II, Sisal, e Litoral Norte e Agreste Baiano, estão recebendo reforço para qualificar a produção, recuperar e ampliar as áreas da cajucultura no Semiárido baiano. O Governo do Estado iniciou uma ação de distribuição de 40 mil mudas de caju, da espécie anão-precoce, variedade mais resistente à estiagem e com produtividade diferenciada. Nesta terça-feira (18), a entrega de mudas acontece no município de Olindina, onde haverá a distribuição de 1.000 mudas.
A iniciativa, que envolve um total de 21 municípios e vai beneficiar 1.325 famílias, integra o Projeto de Sementes e Mudas, que visa a autonomia e segurança alimentar de agricultores e agricultoras familiares, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), via Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater).
A cajucultura tem grande importância socioeconômica para os agricultores familiares do Nordeste da Bahia. A região é responsável por 80% de toda a produção de castanha de caju do estado e o quarto produtor do Brasil. As próximas entregas ocorrerão nos seguintes municípios: 19/06 em Itapicuru (oito mil mudas), 26/06 Nova Soure (quatro mil mudas) e 27/06 Lamarão (três mil mudas)
Espécie anão- precoce
O cultivo de cajueiro anão-precoce enxertado surpreende pela produtividade e tem se mostrado mais resistente a pragas e doenças. Diferente dos cajueiros nativos, além de permitir que se colha sem a necessidade de subir no pé, ideal para o aproveitamento da polpa do pseudofruto, além da castanha, o que é difícil de se conseguir com o cajueiro nativo, devido à sua altura.