Colaboradores da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), realizaram, nesta quarta-feira (23), um ato em homenagem à Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira, canonizada pela Igreja Católica, no último dia 13 de outubro, no Vaticano.
A imagem da santa, que era ainda Beata Dulce dos Pobres, foi introduzida em uma gruta localizada na área externa do prédio da CAR/SDR, no dia 14 de dezembro de 2011. A escolha se deu pela sensibilização da história de dedicação gratuita ao próximo de Irmã Dulce, pelos funcionários da CAR, que, por unanimidade, concordaram que ela merecia uma homenagem.
O diretor-administrativo da CAR, Frederico Silva, conta que, em 2011, amigos, funcionários e colaboradores da companhia sentiram motivados a prestarem essa homenagem a Irmã Dulce, por acreditarem que ela estaria dando uma lição de amor a todos nós: “É impossível falar de Santa Dulce dos Pobres, porque as palavras não vão definir quem ela foi e sempre será, o anjo que abriu as suas mãos e, com um sorriso, acariciou a todos os que precisavam, em nome da caridade. Com aquela imagem, que os baianos têm ainda gravado em suas lembranças, passando pelos passeios da pobreza, para acolher em sua bondade o doente, o necessitado, e conduzí-los a um improvisado abrigo, no galinheiro cedido pelo seu convento, sabendo que Deus ouvia os pedidos de santos e anjos e iria ajudá-la em sua grande missão, quando a fragilidade diante do sofrimento alheio a tornava uma fortaleza”.
O ato contou com a participação do padre Manoel Filho, da Paróquia da Ascenção do Senhor, do Coral da CAR, Canto da Terra, e do Coral de estudantes da Escola Estadual Raul Sá, que executaram canções como a Ave Maria de Gounod e uma música em homenagem à Santa Dulce dos Pobres: “Homenagear a Irmã Dulce é como se fosse dar todo o carinho para ela”, declarou Marcleiton Santos, 13, estudante da Escola Estadual Raul Sá.
Santa Dulce dos Pobres
A irmã Dulce, conhecida como o anjo bom da Bahia, foi canonizada 27 anos após sua morte, pela sua dedicação aos menos favorecidos e esquecidos. Maria Rita Lopes Pontes nasceu em 26 de maio de 1914. Filha de um dentista e de uma dona de casa, que morreu quando ela tinha apenas sete anos, descobriu sua vocação ainda adolescente, quando já se voltava para mendigos e doentes, na porta da casa da família.
Aos 19 anos tornou-se freira, passando a se chamar Dulce, em homenagem à mãe, quando começou sua missão nos bairros mais pobres de Salvador. Em 1949, transformou o galinheiro do convento em uma enfermaria improvisada, que um pouco depois ganhou 70 leitos. Atualmente, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) virou um grande complexo que inclui hospital e centros públicos de saúde e assistência social, atendendo a cerca de 3,5 milhões de pessoas por ano.