Jovens que prestam assessoria à comunidades rurais baianas participaram, nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25), em Juazeiro, do curso de formação e capacitação de equipes técnicas de assistência técnica e extensão rural (Ater), com o tema Segurança Alimentar e Nutricional.
A ação é uma estratégia do Governo do Estado para aumentar a diversidade alimentar dos agricultores familiares, por meio de consumo de alimentos da biodiversidade e das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc).
A iniciativa é do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR),financiado pelo Banco Mundial, em parceria com a VP-Centro de Nutrição Funcional.
Participam desta etapa Agentes Comunitários Rurais (ACRs) dos territórios de Itaparica, Sertão do São Francisco, Piemonte Norte do Itapicuru, Piemonte da Diamantina e Semiárido Nordeste II.
A programação conta com oficinas quando os participantes podem conhecer os alimentos, identificá-los e implementar espécies de cada biodiversidade, além de aprendertécnicas de plantio e preparo adequado desses alimentos.
O ACR José Fabrício Santana Bonfim, da comunidade Quilombola Juazeiro dos Capotes, município de Jerimoabo, conta que atende comunidades onde estão sendo implementadas ações de criação de galinha caipira, quintais produtivos agroflorestais, meliponicultura, cajucultura e cultivo e beneficiamento de licuri: “Tenho agora um papel importante de repassar essas informações para as famílias e multiplicar algumas plantas que já têm na comunidade. Me surpreendi com plantas que já conheço, como a moringa, que não temos costume de utilizar na alimentação humana, só com animal. Descobri que é uma planta que tem um rico valor nutricional e pode complementar a alimentação das famílias nas comunidades”.
Para a ACR Witini Pereira dos Reis, do povoado de Anjico, no município de Ponto Novo, ela terá um papel de agente multiplicadora de conhecimento: “Vou levar para minha comunidade os conhecimentos que adquiri aqui para resgatar algumas iguarias que foram esquecidas. Por exemplo, língua de vaca, bredo e beldroega. O bredo foi o que mais me chamou atenção por ser uma iguaria da minha localidade e que é muito rica em proteínas, que pode ser substituída pela proteína da carne”.