A pesquisadora Ana Branco, professora do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio, realizou, nesta quinta-feira (28), a Oficina de Convivência com Biochip, na 10ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que segue até domingo (1º), no Parque de Exposições de Salvador, durante a Fenagro 2019.
O Biochip é um grupo aberto de estudo, pesquisa e desenho, que investiga as cores e a recuperação das informações presentes nos modelos vivos: hortaliças, sementes e frutos. A pesquisa Biochip encontra ressonância e analogia com a prática da agricultura ecológica em relação à terra. Durante a oficina, a professora Ana Branco fará demonstração de germinação e produção de suco da luz do Sol.
A professora é defensora irrestrita do que chama Alimentação Viva, uma conduta alimentar que evita alimentos considerados sem energia ou geradores de doenças.
De acordo com Ana Branco, na oficina foi apresentada uma forma de potencializar o valor da comida para ampliar o valor nutritivo das nossas comidas: “A gente pega a nossa comida e bota no fogo pra cozinhar e a gente acaba com o valor nutritivo dela, você já viu algum animal colocar comida no fogo? Eu aprendi observando os pássaros que a comida precisa germinar do lado de fora para que a gente possa ampliar cerca de 20 mil vezes o valor nutritivo da comida”.
A administradora Francine Barbosa, de Cruz das Almas, participou da oficina com intuito de aprender receitas: “Aprendi sucos diferentes, com base natural, e é uma coisa que já procuro ampliar, o valor nutritivo do alimento, já estudo isso há um tempo e espero que me enriqueça”.
Agricultura familiar
A contribuição da oficina para a agricultura familiar baiana se deu por meio do compartilhamento do conhecimento e prática agroecológica e na demonstração de uma experiência em alimentação saudável, desde a produção até a feitura do alimento.