Para fortalecer o sistema produtivo de Caprino-ovinocultura no Território de Identidade do Sisal, agricultores familiares da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos do Assentamento Nova Vida (ACOANVR), no município de Cansanção, foram contemplados pelo Edital da Caprinovinocultura do Bahia Produtiva com investimentos de mais de R$ 430 mil.
Parte dos recursos foram aplicados na construção de abrigo rústico para rebanho e abrigo para tanque de resfriamento; aquisição de caminhão a diesel com carroceria, além de máquinas e equipamentos. O objetivo é aumentar a estratégia de criação e produção de caprinos e ovinos na região, o que beneficiará 21 famílias.
O Bahia Produtiva é uma ação do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), financiado pelo Banco mundial.
Para o presidente da associação João Batista, os equipamentos são importantes para que os associados possam usufruir dessas ferramentas de trabalho: “Futuramente, com a conclusão desses investimentos do Bahia Produtiva, tenho a certeza que vai mudar a vida social e financeira dos associados e da comunidade em geral.”
A associação também é reconhecida regionalmente pelos trabalhos práticos na busca do melhoramento genético da caprino-ovinocultura. A ACOANVR se destaca ainda pelos princípios ambientais com o manejo sustentável da caatinga, por meio de práticas agroecológicas, com a utilização das fezes dos animais no processo de compostagem como fertilizante orgânico para a horticultura na comunidade.
Domingos Magalhães, assistente territorial do Bahia Produtiva/CAR, que acompanha o Assentamento Nova Vida, reforça a importância dessas ações para os agricultores familiares. Ele destaca que os equipamentos irão possibilitar que criadores de caprinos e ovinos preparem a forragem com o intuito de guardar em forma de feno, para, época de seca: “A comida guardada para os animais, garante que os produtores produzam mais animais, com mais alimentos para o rebanho, e, em tempo de seca possam auferir maior renda, com a venda dos animais”.