Com a chegada de 15 reprodutores de ovinos da raça Dorper e dois reprodutores caprinos da raça Saanen, o Centro de Reprodução de Animais do município de Andorinha, localizado no território de identidade Piemonte Norte do Itapicuru, vai ofertar serviços de melhoramento genético para os rebanhos de 748 produtores da região, inicialmente.
Para a reforma e estruturação do Centro, o Governo do Estado investiu mais de R$ 300 mil, por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), mediante acordo de empréstimo feito com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). A ação conta também com o apoio da Central de Associações que será responsável por gerir o Centro e a Prefeitura Municipal de Andorinha.
“Antes de se fazer o investimento no Centro de Reprodução, o Pró-Semiárido fez um plano de negócio onde se listou uma série de produtos e serviços que a Central poderia fornecer aos agricultores. Nele está descrita a forma como serão ofertados os serviços, a fim de que possam garantir autonomia, sustentabilidade e viabilidade ao Centro de Reprodução. A ideia do projeto é dar o primeiro passo por meio do convênio, mas que a Central consiga se sustentar após a saída do projeto através dos serviços ofertados”, explica o técnico do Pró-Semiárido, Jiliarde Ferreira.
O Centro de Reprodução vai trabalhar com o empréstimo dos animais e será cobrada uma taxa mínima para que o animal passe 30 dias na propriedade dos agricultores. Além disso, vai ofertar assistência técnica, inseminação artificial, ultrassonografia, exame andrológico, exame ginecológico e, futuramente, deverá trabalhar com a transferência de embrião.
“A gente já iniciou o trabalho há quase um ano. Visitamos as comunidades, já levando assistência técnica para os produtores rurais, apresentando o projeto do Centro e mostrando pra eles quais os serviços que a gente tem para oferecer para melhorar a criação de caprinos e ovinos na região. Agora, com a chegada dos animais, a gente vai iniciar o período de campo, que é basicamente a biotecnologia de inseminação artificial. Além disso, a gente está comprando o aparelho de ultrassonografia que vai auxiliar bastante no trabalho de identificação precoce das prenhezes”, explicou a médica veterinária responsável pelo trabalho no centro, Natália Santos.
Os animais adquiridos nesta semana têm alta genética e são certificados com teste de progênie da Embrapa, o que significa que suas descedentes tendem ter uma alta produção leiteira, uma média de 07 litros, no caso da raça Sanem e boa produção de carne, no que tange aos ovinos Dorper.
Sobre a chegada dos animais e funcionamento do Centro de Reprodução, Antônio Barbosa da Silva, conhecido como Antônio do Salgado, que é membro da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Andorinha, fala das suas expectativas: “A gente está na perspectiva de melhorar o rebanho dos produtores e, consequentemente, melhorando o rebanho, vai agregar valor, melhorar renda, e isso vai trazer desenvolvimento para o nosso município”.