Pensou naquele delicioso bolo de aipim, tradicional neste período junino? Ele pode ser feito de uma forma mais prática e rápida, com a massa de aipim para bolo produzida pela Associação Comunitária do Brinco (Abrinco), localizada no município de Maragogipe, no Território de Identidade Recôncavo.
Mas não é só da massa de aipim que a associação dispõe em sua lista de produtos, tem ainda o aipim resfriado, aipim com casca, inhame resfriado, inhame com casca, goma de tapioca para beiju, tapioca granulada, farinha de mandioca e batata-doce com casca, todos podem ser adquiridos e consumidos também pela população da capital baiana.
São 20 toneladas produzidas por mês, pelos 73 agricultores e agricultoras familiares associados, a maior parte deles jovens abaixo de 30 anos, que trabalham no cultivo e na fábrica. Os produtos da Associação do Brinco já possuem o Selo da Agricultura Familiar e são produzidos atendendo às normas exigidas pela Vigilância Sanitária.Para a aposentada Isabel Castro, que mora no bairro do Bonfim, em Salvador, ela passou de consumidora entusiasta, divulgadora e vendedora dos produtos, os produtos da Abrinco, segundo ela, têm excelente qualidade, além de serem naturais, sem conservantes, práticos, com o aipim selecionado e já descascado: "São produtos que você está vendo a qualidade, e não vai desperdiçar".
Isabel lembrou ainda de produtos como a goma, que pode ser utilizada na tapioca. Ela conta que gostou tanto dos produtos, que começou a apresentar para as pessoas e passou a vendê-los: "Esses produtos têm uma aceitação muito boa". Ela ressalta a praticidade da massa fresca ralada de aipim, que pode ser colocada no liquidificador com os outros ingredientes e se fazer um delicioso bolo de aipim.
Sobre a associação
A Abrinco foi criada em 2001, com 22 associados, mas as atividades só foram iniciadas, efetivamente, com a construção da agroindústria, no ano de 2017. A obra contou com investimento do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o apoio da Prefeitura Municipal de Maragogipe. Foram investidos recursos da ordem de R$ 300 mil, sendo a obra concluída em 2018.
“O Governo do Estado tem sido um grande parceiro no crescimento da Abrinco. A expectativa que temos atualmente é de crescimento, uma vez que, mesmo com a pandemia, o consumo de alimentos de qualidade tende a aumentar", ressaltou Antônio José da Cruz, presidente da Abrinco, observando que o trabalho da associação já ganhou reconhecimento em diversas partes do estado.
A associação comercializa atualmente sua produção em restaurantes, redes de mercados como a Rede Mix Bahia, Hiper Ideal, Rede Mix, Novo Mix e nos Hospitais Cleriston Andrade e São Matheus, em Feira de Santana. Para mais informações, o contato da Abrinco é: abrincoaipim@outlook.com ou pela página da associação no Instagram: @abrinco.maragogipe.
Investimentos na mandiocultura baiana
Os agricultores e agricultoras familiares cultivam 90% da mandioca plantada na Bahia. O Estado ocupa o terceiro lugar na produção do país. O Bahia Produtiva, projeto do Governo do Estado, executado pela CAR/SDR, está investindo cerca de R$10 milhões na base de produção dessa cadeia, para melhorar a renda dos produtores e movimentar a economia dos municípios.
Segundo o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2017), a produção de mandioca no estado da Bahia era de aproximadamente 398 mil toneladas ao ano, com maior concentração nos Territórios de Identidade Sudoeste Baiano, Recôncavo Baiano, Extremo Sul, Vale do Jiquiriçá, Sertão Produtivo, Litoral Norte e Agreste Baiano e Costa do Descobrimento.
Por meio da ação do Governo do Estado, via SDR, “Parceria Mais Forte, Juntos para Alimentar a Bahia”, a projeção de produção da mandiocultura, até 2022, é de 600 mil toneladas. Para alcançar esse resultado, nesse e em outros sistemas produtivos estratégicos, estão sendo realizadas, por meio de parcerias com instituições públicas estaduais e municipais, ações integradas que abrangem planejamento da produção e comercialização de forma organizada e com rastreabilidade, prestação de assistência técnica e extensão rural (Ater) qualificada e continuada, regularização fundiária e implantação de agroindústrias, para beneficiamento e agregação de valor, entre outras.