Comunidades rurais dos municípios de Caém e Caldeirão Grande contam agora com espaços exclusivos para multiplicação e resgate de espécies vegetais nativas e adaptadas ao clima Semiárido: os chamados Sistemas Agrícolas Resilientes. Os dois sistemas foram implantados na comunidade de Quixaba, em Caldeirão Grande, e na comunidade de Micaela, no município de Caém, respectivamente, nos dias 09 e 13 de abril. A ação vem fortalecer o trabalho das/os guardiãs/ões de sementes crioulas.
A iniciativa é do Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia (CPC Bahia), que está ligada ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A ação conta com o cofinanciamento do Fundo Internacional de desenvolvimento Agrícola (Fida) e o apoio da Embrapa Semiárido.
“Com isso, será possível seguir no trabalho de resgate de sementes de espécies nativas, algumas das quais quase extintas. Esse campo possibilitará aumentar a quantidade e diversidade destas que depois serão disponibilizadas para multiplicação. O projeto pretende também incentivar a criação de uma Rede de Sementes Crioulas, aumentando assim a conexão entre camponesas e camponeses e possibilitando a troca de sementes e de saberes que fortaleça o território e fomente a soberania alimentar”, afirma a nota publicada pelo MPA.
Os Sistemas Agrícolas Resilientes são campos biodiversos, compostos por diferentes variedades de plantas, frutíferas, forrageiras e grãos, tanto para uso na alimentação humana, a exemplo do feijão, milho e fava, quanto para usos na alimentação de animais, como a palma, leucena, gliricídia, moringa e outras plantas forrageiras.
Com informações da Comunicação do MPA-BA