Foi transmitida nesta segunda-feira (23), no canal @sdrbahia, no YouTube, a live “Educomunicação: iniciativas que fortalecem a comunicação e a agricultura familiar na Bahia”, como parte da programação do Mês da Comunicação Popular, evento promovido pelo Governo do Estado, por meio do projeto Pró-Semiárido.
O bate-papo contou com a participação de Marcelo Rocha, chefe do Departamento de Formação de Órgãos Colegiados da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (DFOC/CAR); Gisele Ramos do Eixo comunicação e educação do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa); e Marcell do Vale, animador da Rede Educom Velho Chico, com mediação de Bruno Machado, comunicador do Serviço de Assessoria a Organizações Populares (Sasop).
Ao apresentar a experiência da Rede Educom no Território Velho Chico, Marcell do Vale destacou o potencial dos jovens educomunicadores e convocou a sociedade civil organizada a conhecer, integrar a rede e se apropriar dessa ferramenta de participação social. Marcell trouxe reflexões sobre como a política de educom se dá na prática e dicas de “como engajar o jovem”.
A participação de Gisele Ramos, do Irpaa, ao compartilhar a sua experiência educomunicativa no Semiárido, sinalizou, sobretudo, para a importância do direito à comunicação como porta para a efetivação de outros direitos. Ao citar o projeto Jovens Comunicadores do projeto da CAR, Pró-Semiárido, relembrou que muitos dos jovens capacitados contribuem agora como monitores das oficinas ministradas no Mês da Comunicação Popular, ao defender o investimento em mais políticas públicas destinas às juventudes rurais.
“A nossa educomunicação ajuda a levar às pessoas o Semiárido que a gente tem. Ao mesmo tempo que a educomunicação desconstrói, ela dissemina esse conteúdo e ajuda os agricultores, os jovens, as mulheres a amplificarem suas experiências. A educomunicação aqui no Semiárido é um ato de resistência”, explicou Gisela.
Marcelo Rocha trouxe a educomunicação para o centro do debate sobre democracia participativa. Além de compartilhar a experiência de oficinas presenciais, realizadas pelo Departamento de Órgãos Colegiados, o professor falou do emprego da tecnologia e das redes sociais como estratégias de resistência. “Usamos o celular como máquina de guerrilha educomunicativa das redes, para fazer valer o imediato político que está ali, e quem são essas pessoas que estão construindo as pequenas histórias que formam a grande história”, assinalou.
O Mês da Comunicação Popular é uma iniciativa do Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado da Bahia, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). Um dos objetivos é instrumentalizar jovens, mulheres e técnicos/as em ferramentas de comunicação, promovendo debates e reflexões sobre comunicação popular e comunitária, democratização da comunicação; o papel da educomunicação e dos desafios de fazer comunicação na pandemia.
Essa é uma ação coletiva que tem o apoio do Instituto Regional da Pequena Agropecuária; Associação de Assistência Técnica e Assessoria aos Trabalhadores Rurais e Movimentos Populares; Cooperativa de Trabalho e Assistência a Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte; Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais, além do Departamento de Formação de Órgãos Colegiados, Rede Educom e de jovens comunicadores e comunicadoras do coletivo de Comunicação Popular Conexão JC.
Na próxima segunda-feira (30), será realizado o evento de encerramento com o tema “Sem democratização da comunicação, não há democracia!”, às 15h, com transmissão pelo canal @sdrbahia no YouTube.