O projeto do Governo do Estado, Bahia Produtiva, mais uma vez foi bem avaliado pelo Banco Mundial. Durante esta semana, aconteceu a 16ª Missão de Supervisão que entra em sua reta final de execução.
Além de reuniões com temas como o panorama do estágio de andamento do projeto, gerenciamento financeiro, estratégias de avaliação e monitoramento e avanços e resultados das ações de Inteligência de Mercado, foram realizadas visitas de campo para o município de Itaberaba, onde está localizada a Cooperativa Nacional de Produção e Comercialização (Coopaita), em Pintadas, na Cooperativa Agroindustrial de Pintadas (Cooap) e Cooperativa Frigbahia, em Porto Seguro, em uma comunidade indígena, e em Jacobina, onde está localizada uma das centrais de associações de abastecimento de água.
O Bahia Produtiva tem um investimento total de U$$260 milhões de dólares voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, beneficiando diretamente 139.637 mil agricultores e agricultoras em todo o estado, com ações que vão desde a base produtiva até a comercialização. O projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.
Segundo o diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, essa é a penúltima Missão que traz o desafio de concluir bem o conjunto de ações desenvolvidas. “A intenção é conferir os resultados que nos propusemos a alcançar. Estabelecemos acordos e metas, que vão ser monitorados nesses meses, até dezembro, para que a gente cumpra com todos os requisitos do projeto e ele seja considerado de excelência para o Banco Mundial e também para o estado da Bahia”.
Para o gerente do Bahia Produtiva pelo Banco Mundial, Erivelthon Lima, a avaliação foi muito positiva. “O projeto cumpriu com os objetivos de desenvolvimento que é o mais importante. Teremos uma avaliação de impacto que será realizada este ano. Espero que ela confirme essas impressões positivas que tivemos durante essa Missão e que os investimentos gerem resultados positivos como o do aumento de renda e da qualidade de vida e também nos aspectos ambientais do projeto”.
O especialista da FAO, Luís Dias, acompanhou a missão e afirmou que foi uma ótima experiência e destacou a inserção dos jovens nas ações do projeto. “Esse projeto conta com Assistentes Comunitários Rurais (ACR), jovens empreendedores, que fazem parte das estruturas das cooperativas, com posto de trabalho, ajudando as suas comunidades. Isso foi um aprendizado enorme. Dá orgulho de ver que vem mais do que incentivo de salário, mas uma formação para fazer a diferença em seus locais de origem”.
Além das ações de inclusão produtiva, acesso à mercado, segurança alimentar e nutricional e assistência técnica e extensão rural (Ater), foram analisadas as ações referentes à água e saneamento. O especialista sênior em Água e Saneamento e co-gerente do projeto pelo Banco Mundial, Alfonso Alvestegui, afirmou que ficou bastante satisfeito com o que viu. “Acompanho outros projetos em outros estados e a Bahia está de parabéns. Que o modelo possa ser replicado. A metodologia de trabalho obteve grandes avanços no último ano e está funcionando bem e o trabalho, apoio e monitoramento dos serviços prestados pelas Centrais de Abastecimento de Água tiveram bons resultados”.