Agricultura familiar é estratégia para produção sustentável e conservação do meio ambiente

05/06/2023

O Dia Mundial do Meio Ambiente é lembrado nesta segunda-feira (5/6). A criação da data pela Organização das Nações Unidas (ONU) reforça a necessidade da avaliação dos impactos das ações humanas com o meio ambiente. Para cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU, o Governo do Estado investe em estratégias estruturantes para a conservação do meio ambiente, que favorecem diretamente a agricultura familiar baiana.

Uma das ações importantes nesse sentido é o recaatingamento, que consiste na recomposição de áreas do bioma da Caatinga, em comunidades rurais que estão sendo beneficiados pela parceria entre a Companha de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), por meio do projeto Pró-Semiárido, e o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa). As estratégias vão desde a construção de planos de manejos sustentáveis, tecnologias sociais para produção agroecológica através de sistemas agroflorestais (SAFs), formações em educação ambiental, aplicação de metodologias participativas, organização social pela defesa da Caatinga até a entrega de equipamentos como bioágua, cisternas, fogões ecológicos, biodigestores, barreiros e viveiros de mudas.

As iniciativas são celebradas por agricultores e agricultoras como Iracema Helena, da comunidade Malhada de Areia, em Juazeiro. “O recaatingamento trouxe o fortalecimento e a união para a nossa associação e nos mostrou como a nossa Caatinga depende de nós. Além disso, cumprimos as metas ambientais como o reaproveitamento total das águas para os nossos quintais e um aproveitamento de 100% dos fogões ecológicos”, comemora Iracema, que está satisfeita também com o ressurgimento de plantas nativas da Caatinga, que estavam em extinção no local.

Os avanços socioambientais são visíveis também em relação à produção saudável de alimentos, em especial na Agroecologia. Em maio, foi aprovado o projeto de lei que instituiu a Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica na Bahia (Peapo), um marco histórico para o fortalecimento das práticas agroecológicas sustentáveis.

A agricultora Paula Brandão, cooperada da Cooperativa de Trabalho Agropecuária Mista de Barro Alto (Agrocoop) e secretária da Rede de Agroecologia Povos da Mata celebrou os esforços pela aprovação da lei. “A aprovação da lei é histórica porque materializa o que nós do campo sempre buscamos enquanto política pública. Agora temos uma lei que nos orienta e vamos seguir construindo essas ações com apoio dos órgãos públicos como a CAR e Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater)”, comentou.

Por meio da CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a visão de futuro e conservação do meio ambiente ainda é vislumbrada em um novo projeto de desenvolvimento rural sustentável que terá início ainda em 2023. É o Parceiros da Mata, que terá investimento de US$ 150 milhões de dólares que vai beneficiar 100 mil famílias com a geração de renda e a conservação do bioma da Mata Atlântica, ecossistema único e com grandes oportunidades de desenvolvimento sustentável. O projeto tem cofinanciamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).



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