Nesta segunda-feira (27/11), representantes da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reuniram-se em um encontro estratégico com o propósito de acelerar os trâmites necessários para a execução do projeto Sertão Vivo.
O objetivo é implementar ações mitigadoras dos efeitos da seca na Bahia, envolvendo um acordo de empréstimo com o BNDES e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), além do Fundo Verde do Clima.
"Estamos cientes dos efeitos da seca no estado da Bahia e precisamos acelerar a execução das nossas ações. Por isso, convocamos uma reunião de emergência com o BNDES, visando ter um cenário favorável para iniciar a execução ainda este ano", destacou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.
O Projeto Sertão Vivo apresenta ações que se alinham às demandas do momento, sendo medidas mitigadoras diante dos impactos climáticos causados pela seca. Essas ações estão sendo sistematizadas no plano de ação proposto pelo Governo do Estado. O Sertão Vivo integra um processo abrangente de reconstrução ambiental, considerando os efeitos climáticos e ações prévias à seca.
Entre os focos das ações a serem executadas destacam-se o recaatingamento, projeto de inclusão socioprodutiva com perspectiva de recomposição ambiental. O uso de tecnologias voltadas para a convivência com o Semiárido também está no centro das discussões, visando promover uma abordagem abrangente e eficiente diante dos desafios climáticos enfrentados.
A reunião ressaltou a importância de agilizar os processos para iniciar as execuções ainda neste ano, evidenciando o compromisso conjunto da CAR e do BNDES em enfrentar os desafios climáticos e promover soluções sustentáveis para o desenvolvimento regional.
Sertão Vivo
O Sertão Vivo investirá um total de R$ 1,75 bilhão nas propostas dos quatro estados selecionados, com destaque para a Bahia, que terá recursos da ordem de R$ 299 milhões.
O coração do projeto está na implantação de Sistemas Produtivos Resilientes ao Clima, na melhoria do acesso à água para a produção rural e na gestão das experiências e aprendizados. Essas ações são projetadas não apenas para criar uma transformação local, mas também para servir como um modelo replicável em grande escala. O projeto vai beneficiar cerca de 75 mil famílias, entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais de 35 municípios baianos.