A realidade das comunidades quilombolas de São Francisco do Paraguaçu e Porteiras, nos municípios de Cachoeira e Entre Rios, respectivamente, foi tema de um documentário exibido na manhã da última quarta-feira (17), na sala de reuniões da Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), no Centro Administrativo.
Durante o encontro, que teve a presença do secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, acompanhado de assessores da Sedir e da CAR, a jornalista Jaqueline Barreto, diretora da produção audiovisual “Ser Quilombola”, mostrou questões que envolvem a tradição, religiosidade, territorialidade e identidade das comunidades remanescentes de quilombo.
Na reunião, a jornalista expressou o desejo de percorrer as comunidades da Bahia, exibindo o documentário para conscientizá-las sobre seus valores e identidade, incentivando a participação em políticas públicas.
O trabalho conta com a participação dos historiadores Ubiratan Castro e João José Reis, da socióloga e professora da Universidade Federal da Bahia, Lídia Cardel, da representante da Fundação Cultural Palmares, Luciana Mota, e do sociólogo Walter Altino.
O Secretário Wilson Brito apresentou as ações já desenvolvidas pela Sedir/CAR através do Projeto Quilombolas e se colocou à disposição para apoiar a iniciativa. Destacou a importância de se fazer um resgate histórico das comunidades mapeadas, que ainda não possuem certificação. “É importante resgatar a cultura e história dessas comunidades, e já estamos trabalhando para que isso aconteça”.
O Projeto de Inclusão das Comunidades Remanescentes de Quilombos (Projeto Quilombolas) tem como meta a inclusão das comunidades quilombolas, integrando uma proposta mais ampla de combate à pobreza rural implementada pelo BIRD, pelo governo japonês e governos estaduais da região Nordeste do Brasil. Na Bahia, vão priorizar comunidades localizadas nos Territórios de Cidadania como o Baixo Sul, Litoral Sul, Chapada e Velho Chico.
Estão também previstas ações nos Territórios de Identidade do Recôncavo e Bacia do Rio Corrente. O projeto é coordenado pela CAR, da Secretaria de Desenvolvimento e Integração regional (Sedir), através da Coordenação de Apoio aos Povos e Comunidades Tradicionais. Para a descentralização e integração das ações, a empresa celebrou Termo de Cooperação Técnica com a SEPROMI, SECULT e SEDES, em novembro de 2009.