Pequenos agricultores e lideranças comunitárias participam de seminário ambiental em Itatim

23/08/2011

Um litro de óleo de cozinha contamina um milhão de litros de água, quantidade equivalente ao consumo de uma pessoa em 14 anos. E ainda: uma família gera em média 1,5 litro deste óleo por mês, sendo que todo óleo reciclado pode ser utilizado na produção de sabão e combustível. Mas, apesar desta alternativa politicamente correta, o óleo de frituras produzidas pela população tem sido transportado direto para os rios, aumentando de modo incalculável a poluição e destruindo o meio ambiente.

Essas e outras informações valiosíssimas sobre a relação do homem- natureza são alguns entre muitos dos conhecimentos que estão sendo adquiridos no Seminário de Biocidades, que acontece hoje (23) e amanhã (24), na Câmara de Vereadores do município de Itatim, a 200 quilômetros de Salvador.

O evento, que tem como temas centrais a promoção da cidadania,a melhoria da qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental, está sendo organizado pelo Projeto de Conservação do Bioma Caatinga nos estados da Bahia e do Ceará (Mata Branca) e está atraindo uma pequena multidão de líderes comunitários, secretários municipais, representantes de ONGS, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, órgãos municipais e estaduais, entre outros segmentos sociais.

Junto a pequenos agricultores dos povoados de Felipe Velho, Traíras, Lagoa de Tanquinho, Serra Grande e de vários distritos próximos, eles querem garantir o desenvolvimento ambiental associado à implantação de projetos que possam gerar emprego e renda na cidade.

“Essa é apenas uma parte de um grande trabalho que o governo estadual, através de suas secretarias, vem fazendo em toda a Bahia em defesa do meio ambiente, mas, sobretudo, com a preocupação de unir o desenvolvimento à conservação, disse Vivaldo Mendonça, diretor executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Secretaria de Desenvolvimento e Integração regional (Sedir), presente à abertura das atividades.

Segundo Vivaldo, “este é um grande desafio social e o projeto Mata Branca tem contribuído com ações efetivas, debates e implantação de unidades do uso sustentável, superando as adversidades impostas pela caatinga”.

Para a Chefe de Gabinete e representante do secretário Wilson Brito (Sedir), Eliana Boaventura, a preocupação do governo com a sustentabilidade do meio ambiente é muito séria e é preciso acoplar ações para que haja desenvolvimento sustentável.

“Um município não se transforma nem muda sua cultura, se não for com sua própria população, todos juntos – prefeitura, líderes comunitários, ações municipais e governos estadual e federal. É preciso, principalmente, colocar a educação à frente deste processo, nos currículos escolares”, destacou.

O secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, ressaltou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela administração estadual, lembrando que esta é uma luta diária. “Vamos promover o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, a conservação ambiental, buscando gerar a sustentabilidade”.