CAR e Sedir promovem ação que beneficia pequenos agricultores da região cacaueira

18/11/2011

A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) assinaram um convênio com o Instituto Cabruca, nesta sexta-feira (18), para o ‘Manejo Agroecológico do Cacaueiro e Processamento de Cacau de Qualidade em Assentamentos Rurais e Comunidades Quilombolas e Indígenas no Território Litoral Sul da Bahia’.

O objetivo é promover o enriquecimento de áreas de cacau e o processamento de amêndoa de cacau com qualidade, visando a geração de renda, segurança alimentar e a conservação de mata atlântica em assentamentos de reforma agrária, agricultores familiares, comunidades quilombolas e comunidades indígenas, por meio da produção e comercialização de um produto local.

O projeto prevê também a certificação orgânica das dez áreas. Serão favorecidos os assentamentos de Terra Vista e Rio Aliança (Arataca), Nova Ypiranga (Camacan), Loanda e Rosa Luxemburgo (Itajuípe), Paulo Jackson (Camamu), Pau Brasil (Itamaraju) e Frei Vantuy (Ilhéus), os agricultores familiares de Japú (Ilhéus) e as tribos Pataxó (Pau Brasil). As ações terão duração de 30 meses.

Serão beneficiadas diretamente 500 famílias, que receberão assistência técnica, insumos, capacitação, monitoria de campo, recomendação de tecnologia inovadora aplicada ao cacau, enriquecimento agroflorestal e recuperação do cacau para um hectare de lote individual. Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação à Pobreza (FUNCEP).

A quantidade de famílias beneficiadas é resultado de diagnósticos já realizados nos assentamentos, onde foram mapeadas as pessoas que possuem aptidão para o trabalho com a produção agroecológica do cacaueiro e processamento de cacau para obtenção de um padrão de qualidade do produto.

Segundo o presidente do Instituto Cabruca, Durval Libânio Netto Mello, o intuito é trabalhar com uma linha agroecológica e renovar as áreas mais decadentes do cacau, estimulando o plantio de outras espécies, como as arbóreas nativas, que podem gerar renda a curto, médio e longo prazo. “Prevemos ações de enriquecimento com envolvimento de todos os membros da família no processo”, disse.

De acordo com o diretor executivo da CAR, Vivaldo Mendonça, a ação será realizada no âmbito do programa de inclusão produtiva Vida Melhor, que atuará em três frentes no campo: assistência técnica, fomento das atividades da agricultura familiar e promoção dos empreendimentos populares rurais. “Vamos garantir que os agricultores mais pobres tenham acompanhamento continuado. A expectativa é que a metodologia usada nesse projeto possa servir de exemplo para outras iniciativas de assistência técnica, inclusive de órgãos governamentais”, afirmou.

O secretário da Sedir, Wilson Brito, destaca que as comunidades serão estimuladas a manter uma atitude permanente de aprendizado.“Como resultado significativo, os assentamentos certificados como orgânicos poderão comercializar seus produtos com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, acrescentou.