Projeto Quilombolas constrói Centros Multiusos na Chapada Diamantina

30/11/2011

As comunidades quilombolas de Agreste e Serra do Queimadão, localizadas no município de Seabra, na região da Chapada Diamantina, estão sendo diretamente beneficiadas com a construção de Centros Multiusos dotados de modernos equpamentos de informática, como impressoras e computadores, antenas para viabilizar acesso à internet, além de espaço para a realização de reuniões e desenvolvimento de atividades econômicas.A iniciativa integra o plano de ação que vem sendo desenvolvido pelo Projeto de Comunidades Remanescentes de Quilombos (Quilombolas), executado pelo governo estadual, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir). No total mais de 120 famílias de trabalhadores rurais vão ser atendidas.Segundo o preidente da Associação Comunitária de Serra do Queimadão, José Alcides, 56, o trabalho realizado pelo projeto baiano vem contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida da população quilombola, abrindo espaços nunca antes ocupados. " Ações como essa, valorizam, cada vez mais, nossa comunidade. Essa é uma obra boa como nunca antes tivemos e estamos abraçando com felicidade. Isso vai ajudar todas as famílias de Serra do Queimadão que precisam ter acesso a tudo que acontece. É um avanço para nossas crianças, jovens e todos que moram aqui", disse, informando que no povoado vivem 53 famílias, tendo o número de associados chegado a 85.Para o diretor executivo da CAR, Vivaldo Mendonça, que fez questão de acompanhar o desenvolvimento das obras, em plena execução no Agreste e em Serra do Queimadão, projetos como o Quilombolas reafirmam a importância de consolidar a organização das comunidades quilombolas, não só na Bahia,mas em todo país, viabilizando o uso de área comum para a promoção do desenvolvimento econômico, social e cultural. "Estamos bastante satisfeitos com os resultados que estamos alcançando, somando esforços junto ao governo estadual para fortalecer a sua estratégia de inclusão social. Os centros multiusos vão promover a inclusão digital e integrar essas comunidades, ampliando a capacidade de acessar políticas públicas de seu interesse e melhorando, consideravelmente, a vida das famílias que residem nessas áreas", disse.O coordenador do Projeto Quilombolas na Bahia, Antônio Fernando da Silva, disse que os centros, que já têm antena e sinal para atender a comunidade, são apenas um passo em busca do múltiplo desenvolvimento necessário a essas comunidades. "Estamos com metas estabelecidas para 2012 e queremos avançar muito ainda. Este ano atuamos com oficinas de formação de lideranças, quilombolas, apoio a criação das associações comunitárias, de cinco conselhos territoriais quilombola e do Conselho Estadual",informou.Já o técnico do projeto, Jorge Andrade, ressaltou que, no total, são sete centros multiusos, estando os recursos já em fase de liberação para a construção dos centros nas comunidades de Cariacá (Senhor do Bonfim), Cabeça da Vaca I (Filadélfia), e Lagoa do Melquíades (Vitória da conquista). O projeto do Centro Multiuso também está sendo consolidado e deverá estar concluído, em breve, para a formalização do convênio, na comunidade de Lajes dos Negros (Campo Formoso).Estiveram visitando também os centos multiusos e conhecendo as ações do Projeto Quilombolas na Bahia, a antropóloga e gerente do Banco Mundial (Bird), Judith Lisansky, Alberto Costa (Bird), e representantes dos projetos quilombolas nos estados de Pernambuco e Ceará.