O município de Ilhéus, localizado no sul baiano e reconhecido mundialmente como polo da cultura cacaueira no país – comemorou na última quinta-feira (28), o seu 478º aniversário com a realização do IV Festival Internacional do Chocolate e o anúncio de importantes ações para centenas de agricultores familiares da região.
As medidas, que incluem a produção de 1 milhão de mudas de cacau, aquisição de equipamentos, recuperação de infraestrutura, logística para atendimento aos produtores e implantação da unidade de produção de chocolate de Ilhéus, integram uma série de projetos empreendidos pelo governo estadual para verticalização da cadeia produtiva do cacau e inclusão socioprodutiva das famílias rurais.
Para garantir a execução dos projetos voltados à revitalização da cultura do cacau, foram assinados convênios e termos de cooperação financeira pelas secretarias estaduais de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Agricultura (Seagri), Instituto Biofábrica e a Cooperativa Agroindustrial de Cacau e Chocolate (Cooperac).
Somente um convênio firmado entre as secretarias e o Instituto Biofábrica, no valor de R$ 4,5 milhões, viabilizará a produção de 3 milhões de mudas de sementes de mandioca e 1 milhão de mudas de cacau (tipo mudão), a aquisição de equipamentos, a recuperação de infraestrutura e logística para atendimento a 30 mil agricultores de cacau da Bahia.
Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, assinou termo de cooperação com a COOPERAC e anunciou investimentos da ordem de R$ 688 mil para a implantação da nova unidade de produção de chocolate de Ilhéus. “Temos a satisfação de firmar esse Termo para a aquisição de equipamentos que vão melhorar de modo significativo a vida dos agricultores do sul da Bahia”, disse.
A Sedir, através da CAR, lançou, recentemente, a ação Cacau para Sempre, no âmbito do programa estadual Vida Melhor, cujo objetivo é apoiar socioprodutivamente produtores de cacau, a exemplo de comunidades rurais, remanescentes de quilombos, aldeias indígenas e assentados de reforma agrária, principalmente, nos territórios Extremo Sul, Litoral Sul, Baixo Sul Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas.
Para o diretor executivo da CAR, José Vivaldo Mendonça, este é o momento de iniciar um novo ciclo para a lavoura cacaueira da Bahia. “O grande desafio é organizar e fortalecer as cooperativas existentes e criar outras. O governo percebeu a necessidade de uma ação específica para o cultivo do cacau nessa região, por isso estamos investindo na verticalização do processo produtivo”, ressaltou.
A programação do festival iniciada, às 19h, acontece até o dia 2 de julho no auditório do Centro de Convenções de Ilhéus. A abertura dos trabalhos teve a presença de várias autoridades e de representantes de organizações ligadas à cultura cacaueira. O evento reúne ainda investidores, turistas, pesquisadores, estudantes e chefes de cozinha, agregando diversos segmentos da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, com a exposição e venda de produtos derivados do cacau, cursos e palestras sobre o tema.