O gerente do Banco Mundial (Bird) e especialista em Desenvolvimento Rural e Agricultura, Edward Bresnyan, visitou, na última quinta-feira (19), o projeto para a criação de ovinos na Aldeia Patiburi, no município de Belmonte. A ação foi executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), no âmbito do Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR)/Produzir.
A visita integra a programação de avaliação do Bird aos projetos executados pela CAR. quando são analisadas as prestações de contas dos investimentos já realizados, as ações na área de meio ambiente e os desembolsos financeiros.
O encontro teve a presença do secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, do diretor executivo da CAR, José Vivaldo de Mendonça, do coordenador do Produzir, Cláudio Queiroz, e do subcoordenador de avaliação, Fernando Cabral.
A implantação do projeto de ovinocultura levou esperança aos indígenas beneficiados. Para a presidente da Associação dos Índios Tupinambá de Belmonte (Assitubel) e cacique da aldeia, Maria do Carmo Quirino, a chegada do projeto foi de extrema importância para a comunidade. “Um projeto como esse traz expectativas de um melhor futuro para todos nós. Melhorou nossa autoestima e trouxe a chance de termos uma renda. Isso faz com que a gente consiga manter os jovens na aldeia, garantindo assim a conservação da nossa cultura”, afirmou.
O associado Carlos Alberto Santos de Almeida também demonstrou alegria com o projeto. “Não podia ter acontecido nada melhor pro nosso povo. Hoje ensinamos nossos filhos a viver na aldeia e eles já crescem trabalhando no que é deles”, disse orgulhoso.
Edward Bresnyan se mostrou satisfeito com o projeto e afirmou que a visita foi muito positiva. “O investimento realizado foi muito importante para essa comunidade e percebemos o comprometimento das pessoas em manter o projeto”, disse.
O Produzir teve sua continuidade garantida com a assinatura em dezembro de 2010, de um novo Acordo de Empréstimo com o Banco Mundial, no valor de U$ 40 milhões de dólares, sendo U$ 30 milhões do Banco Mundial e U$ 10 milhões do Governo do Estado da Bahia e da participação das comunidades rurais.