Bahia realiza congresso sobre cadeia produtiva do mel em Ilhéus

08/07/2015

Apicultores de diversas partes do Brasil estão reunidos no VI Congresso Baiano de Apicultura e Meliponicultura, que foi aberto, nesta terça-feira (8), e segue até a próxima sexta-feira (10), no Centro de Convenções, do município de Ilhéus, para promover a apicultura brasileira e fortalecer a cadeia produtiva como atividade sustentável. O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues e o diretor executivo da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias participaram da solenidade de abertura. De acordo com o secretário, a participação do governo em um evento como esse revela a preocupação do Estado em investir nessa cadeia produtiva. “Estamos procurando responder a altura da organização desse setor dinâmico e que tem grande potencialidade. Olhamos a atividade da apicultura e meliponicultura de uma ponta a outra da cadeia. Observamos as condições da assistência técnica, para garantir que a produção tenha um produto de qualidade, condições de beneficiamento, com ações para verticalizarmos a produção e temos, ainda, a preocupação da comercialização. Nesse último ponto, inclusive, no anúncio do Plano Safra para Agricultura Familiar, a presidente Dilma, pediu que os órgãos federais coloquem na sua pauta de compra os produtos da agricultura familiar”. Para Wilson Dias, o importante é destacar as ações executadas pela SDR/CAR no âmbito da apicultura. “Estamos iniciando o projeto Bahia Produtiva e não podíamos deixar de incluir a apicultura como uma das principais atividades. Será lançado um edital para o investimento de R$20 milhões em casas de mel, entrepostos, assistência técnica e tudo que a atividade precisa para se fortalecer. Além disso, esta cadeia é a única que poderá concorrer em dois editais. No específico de apicultura e também no direcionado para projetos socioambientais, que será no valor de R$40 milhões”. O Congresso que tem o tema “Profissionalismo e Sustentabilidade” é realizado pelo Governo do Estado, por meio da SDR/CAR, Ceplac, e Confederação Brasileira de Apicultura e Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura. Paralelamente, acontece também o II Seminário Brasileiro de Própolis e Pólen, o VIII Seminário de Própolis do Nordeste e a VI Feira de Produtos e Equipamentos Apícolas. Estão sendo enfocados avanços nas áreas de técnicas de manejo, pesquisas, comercialização e exportação. A programação inclui palestras, mesas redondas, sessões de posters, minicursos, exposição de produtos do setor apícola, além de participar de concursos e visitas técnicas. Segundo dados do IBGE (2013), a Bahia ocupa o 6° lugar na produção nacional de mel e o 1° na Região Nordeste. São 10 mil apicultores, oriundos da agricultura familiar - cadastrados no Plano de Desenvolvimento da Apicultura do Estado da Bahia, com produção de mais de 4.400 toneladas de mel/ano. Presente em todos os 27 Territórios de Identidade do Estado da Bahia, a atividade apícola vem impactando positivamente as economias locais. Atualmente os Territórios Nordeste II, Extremo Sul, Sisal, Velho Chico, Sertão do São Francisco, Piemonte Norte do Itapicuru, Vitória da Conquista e Bacia do Jacuípe, se destacam no cenário estadual apícola, pela quantidade de apicultores que se dedicam a atividade, organizados em suas entidades representativas. Existem no estado aproximadamente 23 cooperativas de apicultores e estima-se a existência de mais de 200 associações. Destes, representantes de quase 60 associações e 15 cooperativas de apicultura e Meliponicultura participam do evento. A cadeia produtiva da apicultura foi selecionada pelo Programa Bahia Produtiva para ser estimulada com investimentos pela perspectiva futura de gerar e ampliar a renda para um contingente populacional bem maior, com uma característica muito peculiar, que é a possibilidade de iniciar ou incrementar a atividade sem depender tanto da terra como ativo produtivo. Em um estado onde a estrutura agrária é constituída basicamente de propriedades rurais com menos de 10 hectares, e, sobretudo, no semiárido, a criação de abelhas tende a dar respostas mais efetivas e imediatas do ponto de vista da produção.