Banco Mundial avalia positivamente visita de campo a projetos executados pelo governo estadual

12/05/2016
Encerrando a visita de campo, a missão do Banco Mundial, que conheceu, nesta quarta-feira (11), projetos de combate à pobreza rural, executados pelo governo da Bahia, percorreu, nesta quinta-feira (12) algumas rodovias da Chapada Diamantina, visitou escolas de ensino fundamental em tempo integral, além de uma escola de formação em técnico agrícola, na zona rural do município de Andaraí, e participou de um encontro com o Consórcio Público Chapada Forte, na sede da entidade, em Andaraí, no Território de Identidade Chapada Diamantina. A ação contou com a participação de uma comissão da instituição financeira, acompanhada de uma equipe da administração estadual, formada por representantes da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).Estavam presentes o diretor presidente da CAR, Wilson Dias, o coordenador do projeto Bahia Produtiva, Fernando Cabral, os técnicos representantes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) Creomar Baptista e Aníbal Coelho e a comitiva do Banco Mundial, formada pelo diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, o gerente de Agricultura para América Latina e Caribe, Laurent Msellati, o gerente do programa Premar no Brasil, Gregoire Gauthier e a gerente do projeto Bahia Produtiva do Banco Mundial, Fátima Amazonas. Participaram do encontro ainda os membros do Consórcio Público, secretários municipais, e outras autoridades regionais.Avaliando as visitas de campo que iniciaram nesta quarta-feira (11) e integraram a missão do Banco Mundial na Bahia, o diretor presidente da CAR, Wilson Dias, afirmou que, durante esses dois dias, "evidenciou mais ainda nossos desafios para estruturar e dar viabilidade e sustentabilidade aos subprojetos que serão implantados, com recursos do projeto Bahia Produtiva, principalmente, nas agroindústrias da agricultura familiar, que deverão integrar a produção e agregar valor, com o processamento e colocá-la no mercado. Essas ações irão exigir de nós do Estado e das cooperativas muita dedicação e profissionalismo".O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, avaliou positivamente a missão e destacou a organização das comunidades e a influência de algumas famílias que exercem liderança nessas comunidades, que acreditaram que era possível melhorar a qualidade de vida com seu próprio trabalho e que chegariam a alcançar o resultado que começaram a ter nos últimos anos. Raiser afirmou ainda que o Estado e o Banco existem para ajudar no desenvolvimento dessas comunidades, com projetos como o Bahia Produtiva, mas que é necessário buscar parcerias com instituições comerciais, como aconteceu com uma das cooperativas visitadas, que firmou contrato com uma empresa e, com novos recursos, teve a possibilidade de expandir os negócios e buscar novos espaços para crescer."Devemos buscar soluções, por meio de parceria com o setor privado, para que as comunidades saiam da dependência do Estado, que ainda exerce um papel fundamental de oferecer os serviços públicos necessários, como a construção de escolas, hospitais, rodovias. Outro aspecto importante para o desenvolvimento é a gestão dos recursos públicos. É preciso encontrar novas formas para ser distribuído, entre União, Estados e Municípios, para serem melhor utilizados. Um exemplo de boa gestão conhecemos no município de Andaraí, que, com recursos próprios, mesmo poucos, conseguiu fazer investimentos em setores importantes, como na construção de escolas de ensino fundamental e técnico, em tempo integral, na zona rural. Outro aspecto importante que percebemos foi o espírito corporativo e a energia positiva das comunidades, o que não se vê em alguns países".O gerente de Agricultura a América Latina e Caribe, ressaltou a importância do movimento associativista que existe na Bahia, importante para o desenvolvimento das comunidades e sucesso dos projetos. "O associativismo, que já é uma realidade há uns 20 anos no Brasil, é uma das bases fundamentais para o sucesso de investimentos como o que está sendo feito com o Bahia Produtiva, mas é necessário, para a Bahia e para o Brasil, firmar alianças comerciais com o setor privado e fortalecer a assistência técnica, considerando aspectos metodológicos, ambientais e o melhoramento dos processos produtivos. Outra coisa importante é a certificação dos produtos, para que os empreendimentos possam ampliar o acesso aos mercados e os postos de trabalho, diretos e indiretos, para gerar o desenvolvimento também de outras atividades não agrícolas".Para o coordenador do projeto Bahia Produtiva, Fernando Cabral, a avaliação feita pelo Banco Mundial aos subprojetos produtivos, apoiados pela CAR, que deverão ser contempladas com investimentos do Bahia Produtiva é altamente positiva. "Nos subprojetos visitados foi observado o envolvimento efetivo dos agricultores familiares, garantindo a sustentabilidade dos projetos. A equipe do Banco considerou satisfatório o desempenho do Bahia Produtiva, mas ressaltou a necessidade da Aliança Coorporativa Empresarial, para o bom êxito dos projetos.Premar - Durante a reunião do Consórcio Público Chapada Forte, os representantes da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), apresentaram o projeto de restauração e manutenção de rodovias e estradas vicinais, em parceria com o Banco Mundial. O Programa de Restauração e Manutenção de Rodovias II (Premar II), continuação do Premar I, tem como objetivo aumentar, de forma sustentável, a acessibilidade rodoviária e garantir a segurança de quem transita pelas estradas estaduais.Confira mais fotos no Flickr[gallery ids="7996,7994,7993,7992,7991,7989"]

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