30/11/2016
Os 10 anos da abordagem territorial do desenvolvimento e discussões sobre as perspectivas, desafios e possibilidades para o desenvolvimento, são alguns dos temas abordados durante o segundo dia de programação do Seminário: 10 Anos da Política Territorial da Bahia, que acontece nesta terça-feira (29), no âmbito do 1º Salão dos Territórios de Identidade da Bahia.O evento, que integra a programação da primeira edição do Bahia Rural Contemporânea, acontece em paralelo à 29ª FENAGRO, até o próximo domingo (4), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador.O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, enumerou desafios presentes na política territorial, em uma perspectiva para os próximos 10 anos, como a necessidade de indicadores de diagnóstico, com um balanço do desenvolvimento dos territórios, ressaltando a contribuição dos Núcleos de Extensão e Pesquisa em Desenvolvimento Territorial (Nedets); articulação com os poderes legislativos em nível municipal, estadual e federal e o de democratizar o acesso à tecnologia.Rodrigues destacou ainda que entre os desafios estão ainda a unificação de temas como o da reforma agrária, educação no campo e agroecologia, entre outros, para a construção e consolidação dessa política; a participação de públicos como o dos sindicatos de trabalhadores rurais, povos e comunidades tradicionais, mulheres, quilombolas, ribeirinhos e da área da educação; revitalização dos grupos, com a inserção de jovens nesse debate sobre a política territorial, além da necessidade de planejar a Bahia que queremos daqui a 10 ou 20 anos. “Esses desafios vêm carregados de tudo aquilo que construímos no Brasil, o que nos habilita a debater sobre esse tema e ser capaz de elaborar planos e projetos como o Plano Plurianual (PPA)”.Para o coordenador do Nedet, no Território do Sudoeste e membro do Colegiado territorial, Miro Conceição, a partir da política territorial passou a existir o empoderamento de pessoas que antes eram consideradas ‘invisíveis’ de parte da sociedade. “A política territorial foi e é importante para a história do Brasil e da Bahia, que foi um estado que adotou essa política de forma mais plena, transformando-a em política de Estado, valorizando os processos participativos e de gestão compartilhada e, a criação dessas novas divisões, possibilitou que, pequenas comunidades, que antes não tinham acesso e conhecimentos dos espaços e possibilidades das políticas já existentes, pudessem ser atendidas”.No 1º painel foi debatido o tema 10 anos da abordagem territorial do desenvolvimento na Bahia: Qual o legado?, com a participação do secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, da coordenadora executiva de Desenvolvimento Agrário (CDA), Renata Rossi, do professor doutor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Márcio Caniello, do responsável pelo Departamento de Políticas Territoriais da Secretaria de Planejamento, Thiago Xavier e de Sandro Magalhães, da Secretaria de Cultura (Secult) e o representante da Coordenação Estadual dos Territórios (CET), Pedro dos Anjos.Para debater sobre o tema Olhar sobre o futuro: desafios e possibilidades, estavam o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, o representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Humberto Oliveira, Ubiramar Bispo, da CET, da UFRB, Tatiana Veloso e do Nedet, Dra. Rosana Mara Chaves Rodrigues.Lançamento de livrosDurante o evento, que contou com a participação de representantes dos colegiados territoriais, de instituições de ensino, gestores públicos, técnicos de Governo, foram lançados os livros Territórios de Identidade e Políticas Públicas na Bahia: gênese, resultados, reflexões e desafios, do diretor-presidente, Wilson Dias, e Vozes Selvagens, do indígena Juvenal Teodoro Payayá.Bahia Rural ContemporâneaPromovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Bahia Rural Contemporânea vai abrigar, em um mesmo espaço, a VII Feira Baiana da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária (VII FEBAFES), a Feira Tecnológica e o Salão dos Territórios de Identidade da Bahia. A ação tem o objetivo de destacar os valores do interior do estado, por meio da diversidade, cultura, música, moda, artesanato, gastronomia, tecnologia e produtos da agricultura familiar, da reforma agrária, dos povos e comunidades tradicionais e da economia solidária, dos 27 Territórios de Identidade do Estado.