05/12/2016
O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, entregou, neste sábado (3), selos que certificam os produtos da agricultura familiar, reforma agrária e povos e comunidades tradicionais, de seis Territórios de Identidade do estado. A solenidade, que contou também com a participação do diretor- presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Wilson Dias, aconteceu neste sábado (03), durante o Bahia Rural Contemporânea, na VII Feira Baiana da Agricultura Familiar, Economia Solidária e Reforma Agrária (VII FEBAFES), no Parque de Exposições de Salvador.Foram entregues um total de 30 selos. Quatro Selos de Identificação dos Produtos da Agricultura Familiar (SIPAF), 16 Selos Quilombos do Brasil para Povos e Comunidades Tradicionais e 10 Selos de Empreendimento Parceiro da Alimentação Saudável, destinados aos restaurantes de Salvador que compram produtos da agricultura familiar.O secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, destacou a importância de reconhecer e valorizar a integração dos agricultores familiares, comunidades tradicionais e os empreendimentos parceiros dos alimentos saudáveis. “Estes selos respaldam os produtos do campo, que são transformados em verdadeiras iguarias que vem sendo comercializadas em diversos empreendimentos do Estado, e reconhecidos em nível nacional. A comercialização dos nossos produtos, por estes empreendimentos, sinaliza o quanto a agricultura familiar vem sendo fortalecida e passando a integrar cardápios de diferentes consumidores".Rodrigues também falou sobre a importância do selo para a reforma agrária e povos e comunidades tradicionais. "Ver os beneficiários do crédito fundiário e os povos e comunidades tradicionais sendo congratulados com o este selo, evidencia a determinação destes trabalhadores e o apoio do Estado em abrir caminhos para que eles sejam empoderados e fortaleçam a economia rural".Para Rosemaria Souza Assunção, da Comunidade Quilombola de Boitaraca, do município de Nilo Peçanha, que recebeu o Selo Quilombo do Brasil para Povos e Comunidades Tradicionais, a entrega significa o reconhecimento da cultura negra, dando valor a sua produção. "O selo representa sustentabilidade e agregação de valor aos nossos produtos da cadeia produtiva da piaçava, além de reafirmar nossa identidade quilombola, oriunda dos nossos antepassados, que tanto foram discriminados ao longo da história. É mais uma grande vitória para nossa comunidade".Selo de IdentificaçãoO SIPAF, de número 2.000, foi entregue para a Associação dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do município de Una, composta por 11 famílias que são beneficiadas pelo Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), executado pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). "Estou muito emocionado e grato, porque este selo valoriza a nossa produção, pautada no cacau e já comercializada em mercados e feiras livres do nosso Território. Agora, as pessoas terão a certeza de que produzimos alimentos saudáveis. O selo vai ampliar nossas vendas", disse Leodício Pereira de Oliveira, representante da associação, comemorando, ao falar que o acesso à terra e à comercialização dos produtos transformou a vida da sua família, possibilitando a seus filhos o acesso à universidade.Elisabete Costa, diretora de Agregação de Valor e Acesso à Mercado, da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf) e coordenadora do Bahia Rural Contemporânea, explica que o selo é uma forma de dar mais reconhecimento, visibilidade aos produtos da Agricultura Familiar e das Comunidades Tradicionais. "O selo oportuniza ao agricultor ter o seu produto mais valorizado no mercado, uma vez que os consumidores tem a preferência pelo consumo de alimentos saudáveis e querem contribuir com o desenvolvimento da agricultura familiar da Bahia".Representando a CDA, a coordenadora de Reforma Agrária, Isabel Oliveira, falou sobre o empenho do Estado em possibilitar a transformação da vida dessas famílias. "A entrega do selo para agricultores familiares do crédito fundiário simboliza a força e o acreditar nas políticas públicas e inclusão social no campo, com autonomia financeira e o resgate da autoestima".[gallery ids="9708,9706,9705,9704,9703,9702,9697,9698,9700,9699,9701"]