CAR faz balanço das ações desenvolvidas nos Territórios de Identidade

25/11/2011

s resultados das atividades realizadas em sete Territórios de Identidade pelos assessores técnicos do Projeto de Inclusão das Comunidades Remanescentes de Quilombos (Projeto Quilombolas) foram apresentados, nesta quarta-feira (23), em Juazeiro (BA).

As ações, desenvolvidas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), foram avaliadas pelo coordenador do Projeto Quilombolas, Antônio Fernando da Silva, e os supervisores Giçara Maria Catidé e Jorge Luís de Andrade, integrantes da Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP).

O objetivo da apresentação foi verificar o andamento da capacitação das 83 comunidades quilombolas, localizadas nos Territórios de Identidade Baixo Sul, Litoral Sul, Chapada Diamantina, Vitória da Conquista, Piemonte Norte do Itapicuru, Velho Chico e Sertão Produtivo.

De acordo com Antônio Fernando, os assessores técnicos têm o papel de elaborar diagnósticos e planos de desenvolvimento sustentáveis, além de apoiar a implantação, operação e gestão dos subprojetos, qualificando lideranças e representações dos movimentos sociais. Essas ações promovem o diálogo com instâncias públicas e instituições de financiamento externo para a construção de políticas e projetos que as beneficiem. “Estamos aproveitando este momento, em que reunimos os representantes de cada território, para que cada um possa mostrar o que está sendo feito em suas áreas de atuação. Desse modo, teremos oportunidade de conhecer as conquistas e também as dificuldades enfrentadas durante o processo de capacitação”, declarou.

Os assessores técnicos, responsáveis pelo Território de Vitória da Conquista, Anderson Franciscone Afonso e Tarcísio Matos Costa, atendem as comunidades de São Joaquim de Paulo, Lagoa de Melquíades e Amâncio, Lagoa de Maria Clemência, Furadinho, Barreiro do Rio Pardo e Quatis dos Fernandes (Vitória da Conquista), Mandacaru e Água Doce (Anagé), Laginha e Bonito (Piripá), Lagoinha (Planalto), Agreste (Tremedal) e Mumbuca e Sambambaia (Bom Jesus da Serra).

Os assessores técnicos contam que já conseguiram estimular a fundação de uma associação quilombola na comunidade de Bonito, em Piripá, e que traçaram os perfis e diagnósticos de todas as localidades atendidas. Além disso, elaboraram sete projetos que prevêem a construção de sistemas de abastecimentos em Agreste, Água Doce, Bomba, Bonito, Laginha, Mumbuca, Samambaia, Lagoinha, Barreiro do Rio Pardo e Furadinho. Já na comunidade quilombola da Lagoa de Melquíades e Amâncio foi conveniado o projeto de um Centro Multiuso, onde as obras devem começar a qualquer momento.

No Território Velho Chico, o assessor técnico João da Conceição, que trabalha com os municípios de Bom Jesus da Lapa, Sitio do Mato, Moquém do São Francisco, Riacho de Santana, Carinhanha e Malhada, destaca que em muitos lugares ainda se esbarra com a questão da falta de organização das comunidades, um problema unânime, que foi compartilhado por todos os participantes. “Em algumas comunidades, precisamos primeiro regularizar a situação das associações para começar, de fato, o nosso trabalho”.

Das 25 comunidades contempladas no Território Baixo Sul, nove estão sob a responsabilidade da assessora técnica Ana Rita. Segundo ela, nas comunidades de Boitaraca (Nilo Peçanha), Pau da Letra (Presidente Tancredo Neves), Graciosa, Lamego, Miguel Chico e Pedra Branca (Taperoá) e Jericó e Nova Esperança (Wenceslau Guimarães) estão sendo feitos trabalhos de fortalecimento das associações. “Alguns indicativos de projetos já puderam ser detectados a exemplos da unidade de desidratação de frutas em Nova Esperança, que chegou a ser construído, mas nunca foi utilizado. Tem também a unidade de beneficiamento e aproveitamento de resíduos do dendê em Miguel Chico, beneficiamento de piaçaba em Boitaraca, no caso beneficiando também Jatimane, despolpadora de frutas e beneficiamento da castanha de caju em Jericó”.

Também no Baixo Sul, há atendimento às comunidades de Pedra Rasa, Pimenteira e Tapuia (Camamu), Fojo, Santo Amaro e João Rodrigues (Itacaré), Cajazeira (Cairu) e Empata Viagem (Marau), através do assessor técnico Almir Dasmasceno. Ele destaca que já foram realizados diagnósticos de todas a localidades.

No Território Chapada Diamantina, representado pelos assessores técnicos Duscinélia Maria dos Anjos e Fabrício Tadeu Prates Rocha, são 36 comunidades atendidas, localizadas nos municípios de Caetité, Ibiassucê, Lagoa Real, Contendas do Sincorá, Malhada e Palmas de Monte. Em Lagoa da Rocha (Lagoa Real), os assessores auxiliaram na criação de uma associação.

Os assessores técnicos do Território Sertão Produtivo, Lílian Karine de Andrade e Clécio Fonseca também apresentaram o andamento do trabalho que estão realizando nos municípios de Caetité, Brumado, Caculé, Candiba, Contendas do Sincorá, Dom Basílio, Guanambi, Ibiassucê, Itauçu, Iuiú, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Malhada de Pedras, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tanhaçu e Urandi.

Ainda neste ano, no mês de dezembro, jovens dos Territórios de Vitória da Conquista e Baixo Sul participarão do Curso “Noções de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos Não-Reembolsáveis”, promovidos pelos assessores técnicos, com o objetivo de capacitar os participantes para elaboração de propostas de financiamento e projetos sociais e produtivos que venham beneficiar as comunidades.