Governo vai construir cisternas em Várzea do Poço

07/10/2011

Comunidades rurais do município de Várzea do Poço, na região do Piemonte da Chapada Diamantina, a 331 quilômetros de Salvador, agora vão poder contar com água de qualidade e reduzir as dificuldades impostas pela escassez de chuva.

O governo estadual, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), vai construir 59 cisternas domiciliares na sede da cidade, atendendo famílias da região.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores de Várzea do Poço, Reginaldo Barbosa da Silva, o projeto para melhoria da oferta hídrica está sendo aguardado com expectativa. Ele ressaltou que há 20 anos o município sofre com a carência de água potável. “A água da Barragem de São José é salobra e já foram perfurados seis poços artesianos na tentativa de achar água potável”, disse.

Para Reginaldo, a participação da CAR tem sido muito positiva, sobretudo, junto a outras associações do município, o que traz benefícios para as zonas rural e urbana, com a implantação também de projetos de fábricas de cerâmica, de padaria comunitária, além da entrega de tratores, cursos de marcenaria, carpintaria e oficina de corte e costura”.

O convênio, no valor de R$ 158,3 mil, para a construção das cisternas foi assinado pelo secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Brito, e pelo presidente da Associação de Várzea do Poço, Reginaldo Silva, no início deste mês, na sede da empresa, no Centro Administrativo.

O Produzir atua em 407 municípios baianos e é executado com financiamento do Banco Mundial, do Governo do Estado e a participação dos beneficiários. A meta principal é promover a redução da pobreza rural, através de financiamentos não reembolsáveis de pequenos investimentos de infra-estrutura e de apoio à produção, orientados para promover a geração de ocupação e renda para as comunidades rurais pobres.

Para atingir esses objetivos, o programa adota como estratégias principais a descentralização e a participação comunitária, o que possibilita ampliar o espaço de exercício da cidadania do homem do campo.