O III Congresso Brasileiro do Cacau, que acontece, até esta quarta-feira (14), no Centro de Convenções de Ilhéus, contou com uma programação direcionada à agricultura familiar. Nesta terça-feira (13), foi realizada uma mesa redonda com representantes de órgãos ligados ao setor, que debateram sobre a recuperação da produção e produtividade dos cacaueiros.Participaram da reunião o diretor-executivo da Companhia do Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), José Vivaldo Mendonça, o superintendente da Agricultura Familiar da Bahia, Wilson Dias, o delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na Bahia, Wellington Rezende, e o coordenador do Território Litoral Sul, Joelson Ferreira.Responsável pela ação Cacau para Sempre, que já atendeu 3.100 famílias de pequenos agricultores no Sul da Bahia, a CAR, empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), vem desenvolvendo uma série de projetos para aumentar o desempenho econômico e o retorno social da lavoura. O diretor da CAR, José Vivaldo Mendonça, afirmou que o produtor hoje conta com um bom suporte e tem mais segurança para voltar a acessar as linhas de crédito e que para ampliar os ganhos de quem produz, o caminho defendido é o da diversificação do processo produtivo.“A região precisa avançar para a produção de chocolate e agregar valor à cacauicultura”, destacou Vivaldo, salientando que é fundamental a recuperação do cooperativismo a partir das experiências de cooperativas agrícolas já existentes. Segundo ele, “o Sul da Bahia já teve um sistema cooperativista forte, que precisa ser reconstituído para que o produtor possa negociar com altivez”.José Vivaldo falou ainda da relevância do cacau sob o aspecto da sustentabilidade, destacando o papel da lavoura na preservação de remanescentes da Mata Atlântica. “Não é possível discutir desenvolvimento e apoio à agricultura familiar no Sul da Bahia sem falar do cacau, mesmo dentro de uma perspectiva de diversificação, pois se o cacau sumir, a mata também desaparece”, alertou.Wilson Dias fez uma explanação sobre as políticas públicas existentes hoje para o apoio ao homem do campo, como as várias modalidades do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), e enfatizou a necessidade de organização dos agricultores para ampliar o acesso a essas iniciativas. Além do fortalecimento do cooperativismo, o superintendente chamou atenção para o papel dos Territórios como fórum de discussão dos projetos em um nível mais amplo.
Mesa redonda destaca organização como meio de fortalecer a agricultura familiar
13/11/2012